AREsp 2523861 - DECISAO
Como a matéria objeto do recurso especial está abrangida pelo Tema n. 1.249 do STJ, com força vinculante, aplica-se o art. 34, XXIV, do RISTJ; assim, deve-se devolver os autos ao tribunal de origem para que a Presidência ou Vice-Presidência adote as medidas previstas no art. 1.030, I a III, do CPC, razão pela qual a...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental / Reconsideração Pelo Relator
- Outcome
- Torno sem efeito a decisão agravada e determino a devolução dos autos à origem.
- Legal Topics
- Recursos Repetitivos, Medidas Protetivas De Urgência, Devolução Ao Tribunal De Origem, Juízo De Retratação, Sobrestamento, Negado Seguimento
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Procedural Posture
Agravo Regimental / Reconsideração Pelo Relator
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade de tema repetitivo do STJ (Tema n. 1.249) a recurso especial
- 2 Natureza, duração e revisão das medidas protetivas de urgência
- 3 Procedimento a ser adotado pelo tribunal de origem nos termos do art. 1.030 do CPC
Ratio Decidendi
Como a matéria objeto do recurso especial está abrangida pelo Tema n. 1.249 do STJ, com força vinculante, aplica-se o art. 34, XXIV, do RISTJ; assim, deve-se devolver os autos ao tribunal de origem para que a Presidência ou Vice-Presidência adote as medidas previstas no art. 1.030, I a III, do CPC, razão pela qual a decisão agravada foi tornada sem efeito e os autos foram devolvidos com baixa da tramitação no STJ.
Court Disposition
Torno sem efeito a decisão agravada e determino a devolução dos autos à origem.
Orders
- Torno sem efeito a decisão agravada.
- Determino a devolução dos autos à origem, independentemente de prazo, para que sejam adotados, no exame prévio de viabilidade do recurso especial, os procedimentos previstos no art. 1.030, I a III, do CPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo regimental interposto contra a decisão que apreciou o agravo em recurso especial. Observada a aplicabilidade ao caso dos autos de tema da sistemática dos recursos repetitivos, reconsidero a decisão recorrida e passo a novo exame do agravo em recurso especial. O Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça - RISTJ assim dispõe: Art. 34. São atribuições do relator: .. XXIV - determinar a devolução ao Tribunal de origem dos recursos especiais fundados em controvérsia idêntica àquela já submetida ao rito de julgamento de casos repetitivos para adoção das medidas cabíveis; (Incluído pela Emenda Regimental n. 24, de 2016) No caso dos autos, a matéria objeto de controvérsia já foi apreciada em recurso repetitivo, dotado de força vinculante (art. 927, III, do CPC), no Tema n. 1.249 do STJ, no qual foram fixadas as seguintes teses: I - As medidas protetivas de urgência (MPUs) têm natureza jurídica de tutela inibitória e sua vigência não se subordina à existência (atual ou vindoura) de boletim de ocorrência, inquérito policial, processo cível ou criminal. II - A duração das MPUs vincula-se à persistência da situação de risco à mulher, razão pela qual devem ser fixadas por prazo temporalmente indeterminado; III - Eventual reconhecimento de causa de extinção de punibilidade, arquivamento do inquérito policial ou absolvição do acusado não origina, necessariamente, a extinção da medida protetiva de urgência, máxime pela possibilidade de persistência da situação de risco ensejadora da concessão da medida; IV - Não se submetem a prazo obrigatório de revisão periódica, mas devem ser reavaliadas pelo magistrado, de ofício ou a pedido do interessado, quando constatado concretamente o esvaziamento da situação de risco. A revogação deve sempre ser precedida de contraditório, com as oitivas da vítima e do suposto agressor. Em caso de extinção da medida, a ofendida deve ser comunicada, nos termos do art. 21 da Lei n. 11.340/2006. Tratando-se de "recursos especiais fundados em controvérsia idêntica àquela já submetida ao rito de julgamento de casos repetitivos", a devolução prevista no art. 34, XXIV, do RISTJ dá cumprimento à legislação processual, competindo à Presidência ou à Vice-Presidência da Corte de origem solucionar o recurso especial por meio da adoção de alguma das seguintes medidas previstas no Código de Processo Civil: Art. 1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos serão conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que deverá: I - negar seguimento: .. b) a recurso extraordinário ou a recurso especial interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, respectivamente, exarado no regime de julgamento de recursos repetitivos; II - encaminhar o processo ao órgão julgador para realização do juízo de retratação, se o acórdão recorrido divergir do entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça exarado, conforme o caso, nos regimes de repercussão geral ou de rec ursos repetitivos; III - sobrestar o recurso que versar sobre controvérsia de caráter repetitivo ainda não decidida pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme se trate de matéria constitucional ou infraconstitucional; (Grifei.) Vale frisar que, em regra, o exame de admissibilidade dos recursos excepcionais, previsto no art. 1.030, V, do CPC, ocorre apenas quando se tratar de questão não afetada em precedente vinculante, sendo preferencial, na análise de viabilidade dos recursos excepcionais, a verificação da adstrição/conformidade do recurso excepcional. Ante o exposto, torno sem efeito a decisão agravada e determino a devolução dos autos à origem, independentemente de prazo, para que sejam adotados, no exame prévio de viabilidade do recurso especial, os procedimentos previstos no art. 1.030, I a III, do CPC, com baixa da tramitação no Superior Tribunal de Justiça. Publique-se. EMENTA