REsp 2197928 - DECISAO
Exercendo juízo de retratação, o Tribunal reconheceu que a matéria está afetada à sistemática dos recursos repetitivos (Tema 1.033) e determinou a devolução dos autos ao tribunal de origem para que fiquem sobrestados até o julgamento do recurso especial repetitivo, com aplicação do art. 1.040 do CPC/2015 para que o...
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- Parties
- Agravante: FENAPRE e OUTROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 October 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Juízo De Retratação
- Outcome
- Reconsiderada a decisão anterior; determinados a devolução e o sobrestamento dos autos ao Tribunal de origem para aguardar o julgamento do recurso especial repetitivo, com observância do art. 1.040 do CPC/2015.
- Legal Topics
- Recursos Repetitivos, Tema 1.033, Súmula 7 Do STJ, Art. 1.040 Do Cpc/2015, Prescrição, Cumprimento De Sentença Coletiva, Ação De Protesto, Execução Coletiva, Unirrecorribilidade
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Parties
FENAPRE e OUTROS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Juízo De Retratação
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula 7 do STJ como óbice ao conhecimento do recurso especial
- 2 afetação do tema à sistemática dos recursos repetitivos (Tema 1.033)
- 3 necessidade de suspensão e devolução dos autos ao tribunal de origem para aguardar julgamento do paradigma representativo
Ratio Decidendi
Exercendo juízo de retratação, o Tribunal reconheceu que a matéria está afetada à sistemática dos recursos repetitivos (Tema 1.033) e determinou a devolução dos autos ao tribunal de origem para que fiquem sobrestados até o julgamento do recurso especial repetitivo, com aplicação do art. 1.040 do CPC/2015 para que o tribunal de origem negue seguimento se coincidir com a orientação do STJ ou proceda à retratação se divergir.
Court Disposition
Reconsiderada a decisão anterior; determinados a devolução e o sobrestamento dos autos ao Tribunal de origem para aguardar o julgamento do recurso especial repetitivo, com observância do art. 1.040 do CPC/2015.
Orders
- Determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que lá fiquem sobrestados aguardando o julgamento do recurso especial repetitivo.
- Após a publicação do julgamento do repetitivo, o Tribunal de origem deverá: a) negar seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo STJ; ou b) proceder ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno interposto pela FENAPRE e OUTROS para desafiar decisão que conheceu parcialmente do especial e, nessa extensão, negou-lhe provimento, sob o fundamento de inexistência de negativa de prestação jurisprudencial e incidência da Súmula 7 do STJ. Nas suas razões, a parte agravante aduz que não há a incidência do aludido óbice sumular. Sem impugnação. Passo a decidir Exerço juízo de retratação, passando a nova análise da insurgência, tendo em vista que, conforme argumenta a parte agravante, não é caso de incidência dos óbices indicados na decisão agravada. É que a matéria tratada nos autos se amolda àquela afetada ao rito de recursos repetitivos pela Corte Especial do STJ - Tema 1.033 - para "interrupção do prazo prescricional para pleitear o cumprimento de sentença coletiva, em virtude do ajuizamento de ação de protesto ou de execução coletiva por legitimado para propor demandas coletivas". Encontrando-se o tema afetado à sistemática dos recursos repetitivos, esta Corte orienta que os recursos que tratam da mesma controvérsia devem aguardar o julgamento do paradigma representativo no Tribunal de origem, viabilizando, assim, o juízo de conformação, hoje disciplinado pelo art. 1.040 do CPC/2015. A esse respeito, confiram-se os seguintes precedentes: EDcl no REsp 1.456.224/MS, rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 05/02/2016; AgRg no AgRg no AREsp 552.103/RS, rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 28/11/2014; e AgRg no AREsp 153.829/PI, rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 23/05/2012. Nesse mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: REsp 1.588.019/GO, rel. Ministro Regina Helena Costa, DJe 17/03/2016; REsp 1.533.443/RS, rel. Ministro Benedito Gonçalves, DJe 17/03/2016. Após realizada essa providência, que representa o exaurimento da instância ordinária, é que o recurso deverá ser encaminhado para esta Corte, para serem analisadas as questões jurídicas neles suscitadas e que não ficaram prejudicadas pelo novo pronunciamento do Tribunal a quo. Essa medida visa evitar, também, o desmembramento do apelo especial e, em consequência, eventual ofensa ao princípio da unirrecorribilidade ou da unicidade recursal. Ante o exposto, RECONSIDERO a decisão anterior e, DETERMINO a DEVOLUÇÃO dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que lá fiquem sobrestados aguardando o julgamento do recurso especial repetitivo e, após sua publicação, em observância ao art. 1.040 do CPC/2015: a) negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo STJ; ou b) proceda ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema objeto da sistemática dos recursos repetitivos. Publique-se. Intimem-se. EMENTA