REsp 2142972 - DECISAO
Reconsiderar a decisão que não conheceu do recurso especial e devolver os autos ao tribunal de origem para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do recurso especial repetitivo, com determinação de que, após publicação do paradigma e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, o tribunal de origem negue...
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- Parties
- Agravante: CARMELITO DE JESUS FARIAS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Decisão Sobre Agravo Interno (interlocutória)
- Outcome
- Decisão reconsiderada; autos devolvidos ao tribunal de origem para sobrestamento até julgamento do recurso especial repetitivo e aplicação do art. 1.040 do CPC/2015 pelo tribunal de origem
- Legal Topics
- Recursos Repetitivos, Coisa Julgada, Execução De Sentença Coletiva, Juízo De Conformação, Juízo De Retratação, Art. 1.040 Do Cpc/2015, Unirrecorribilidade
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Parties
CARMELITO DE JESUS FARIAS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Decisão Sobre Agravo Interno (interlocutória)
Legal Issues
- 1 Definir se sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias e fundações públicas
- 2 Saber se servidores que integravam os quadros de autarquias e fundações públicas do Distrito Federal na data da propositura da Ação Coletiva n. 32.159/97 foram beneficiados pela coisa julgada
- 3 Se recursos afetados à sistemática dos recursos repetitivos devem aguardar julgamento do paradigma no tribunal de origem
Ratio Decidendi
Reconsiderar a decisão que não conheceu do recurso especial e devolver os autos ao tribunal de origem para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do recurso especial repetitivo, com determinação de que, após publicação do paradigma e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, o tribunal de origem negue seguimento se a decisão recorrida coincidir com a orientação do STJ ou proceda ao juízo de retratação se divergir.
Court Disposition
Decisão reconsiderada; autos devolvidos ao tribunal de origem para sobrestamento até julgamento do recurso especial repetitivo e aplicação do art. 1.040 do CPC/2015 pelo tribunal de origem
Orders
- RECONSIDERO a decisão de e-STJ fls. 295/300
- DETERMINO a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que lá fiquem sobrestados aguardando o julgamento do recurso especial repetitivo
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno interposto por CARMELITO DE JESUS FARIAS contra a decisão de e-STJ fls. 295/300, em que não conheci do recurso especial. A parte agravante busca a reforma da decisão recorrida. Passo a decidir. A Primeira Seção desta Corte de Justiça decidiu submeter o REsp 2231007/DF ao rito dos recursos repetitivos (Controvérsia 760), para dirimir a seguinte questão : "I - Definir se a sentença coletiva que condena a administração centralizada ao pagamento de verba remuneratória pode ser executada por servidores de autarquias efundações públicas. II - Saber se os servidores que integravam os quadros de autarquias e de fundações públicas do Distrito Federal na data da propositura da Ação Coletiva n. 32.159/97 foram beneficiados pela coisa julgada". Encontrando-se o tema afetado à sistemática dos recursos repetitivos, esta Corte Superior orienta que os recursos que tratam da mesma controvérsia devem aguardar o julgamento do paradigma representativo no Tribunal de origem, viabilizando, assim, o juízo de conformação, hoje disciplinado pelo art. 1.040 do CPC/2015. A esse respeito, confiram-se os seguintes precedentes: EDcl no REsp 1.456.224/MS, rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 05/02/2016; AgRg no AgRg no AREsp 552.103/RS, rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 28/11/2014; AgRg no AREsp 153.829/PI, rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 23/5/2012. Somente depois de realizada essa providência, que representa o exaurimento da instância ordinária, é que o recurso especial deverá ser encaminhado para esta Corte Superior analisar as questões jurídicas nele suscitadas que não ficaram prejudicadas pelo novo pronunciamento do Tribunal a quo. Registre-se que essa medida visa evitar, também, o desmembramento do apelo especial e, em consequência, eventual ofensa ao princípio da unirrecorribilidade ou unicidade recursal. Ante o exposto, RECONSIDERO a decisão de e-STJ fls. 295/300 e DETERMINO A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS ao T ribunal de origem, com a respectiva baixa, para que lá fiquem sobrestados aguardando o julgamento do recurso especial repetitivo e, após suas publicações , em observância ao art. 1.040 do CPC/2015: a) negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada por esta Corte; ou b) proceda ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema posto em recurso especial repetitivo. Publique-se. Intimem-se. EMENTA