REsp 1914883 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso especial porque, na jurisprudência da Terceira Turma do STJ adotada pelo Tribunal de origem, o rol da ANS é exemplificativo e a operadora não pode recusar a cobertura de tratamento prescrito por profissional habilitado quando necessário ao tratamento de doença coberta; a recusa por ausência de previsão no rol ou por cláusula limitativa é considerada abusiva, devendo prevalecer a proteção ao consumidor e os princípios de boa-fé objetiva e função social do contrato.
- Parties
- Recorrente: Notre Dame Intermédica Saúde S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial (contra Decisão Em Ação De Obrigação De Fazer Em Contrato De Plano De Saúde) / Julgado Pelo Superior Tribunal De Justiça Recurso Especial Negado Provimento
- Legal Topics
- Recusa De Cobertura, Obrigação De Fazer, Rol De Procedimentos Da ANS, Boa Fé Objetiva, Função Social Do Contrato, Divergência Jurisprudencial, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
Notre Dame Intermédica Saúde S.A.
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial (contra Decisão Em Ação De Obrigação De Fazer Em Contrato De Plano De Saúde) / Julgado Pelo Superior Tribunal De Justiça Recurso Especial Negado Provimento
Legal Issues
- 1 É lícita a negativa de cobertura de tratamento prescrito pelo médico quando o procedimento não consta do rol da ANS?
- 2 Incidência do Código de Defesa do Consumidor e aplicação dos princípios contratuais (boa-fé objetiva, função social) em contratos de plano de saúde.
- 3 Possibilidade de aplicação da Súmula 7 do STJ para vedação de reexame de fatos e provas.
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso especial porque, na jurisprudência da Terceira Turma do STJ adotada pelo Tribunal de origem, o rol da ANS é exemplificativo e a operadora não pode recusar a cobertura de tratamento prescrito por profissional habilitado quando necessário ao tratamento de doença coberta; a recusa por ausência de previsão no rol ou por cláusula limitativa é considerada abusiva, devendo prevalecer a proteção ao consumidor e os princípios de boa-fé objetiva e função social do contrato.
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