AREsp 2572863 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e decidiu-se não conhecer do recurso especial porque o provimento pretendido exigiria o reexame do conjunto fático-probatório, obstado pela Súmula nº 7/STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: Ministério Público do Estado de Sergipe; Custos Legis: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conheço Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Reexame Do Conjunto Fático Probatório, Admissibilidade De Recurso Especial, Reconhecimento Pessoal, Valoração Da Prova, Princípio Do in Dubio Pro Reo
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Parties
Ministério Público do Estado de Sergipe
Agravante
Ministério Público Federal
Custos Legis
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conheço Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial diante da vedação ao reexame do conjunto fático-probatório (Súmula 7/STJ)
- 2 eficácia de reconhecimento pessoal declarado ilegal e aproveitamento de demais provas
- 3 valoração jurídica da prova em recurso especial
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e decidiu-se não conhecer do recurso especial porque o provimento pretendido exigiria o reexame do conjunto fático-probatório, obstado pela Súmula nº 7/STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO O Ministério Público Federal, ao se manifestar nos autos, elaborou o relatório a seguir transcrito (e-STJ fls. 892/894): 1. Trata-se de Agravo em Recurso Especial interposto pelo Ministério Público do Estado de Sergipe contra a decisão de fls. 846/848 (e-STJ), que inadmitiu Recurso Especial interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça daquele Estado. 2. Consta dos autos que o agravo foi condenado pela prática dos delitos previstos no artigo.157, §2º-A, inciso I do CP (uma vítima) e artigo 157, §2º-A, inciso I c/c art. 70 (3x),na forma do artigo 69, todos do Código Penal, à reprimenda total de 14 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 64 dias-multa. 3. No âmbito do Habeas Corpus n. 811278/SE, essa Corte Superior de Justiça concedeu parcialmente para "reconhecida a ilegalidade no reconhecimento pessoal e das eventuais provas daí decorrentes, cassar os julgamentos prolatados pelas instâncias de origem e determinar o retorno dos autos à primeira instância para que profira novo julgamento, como entender de direito". 4. Seguiu-se a prolação de nova sentença, por meio da qual foi absolvido o agravado, com arrimo no artigo 386, VII, do Código de Processo Penal, uma vez que "aprova coligida não se habilita a sustentar o édito condenatório pretendido pela acusação, não restando outra solução senão a absolvição, pautada no princípio do in dubio pro reo" (fl.653 e-STJ). 5. Irresignado, o Parquet recorreu ao Tribunal de origem, que negou provimento ao recurso, nos termos da seguinte ementa: APELAÇÃO CRIMINAL. ROUBO MAJORADO (ART. 157, §2º-A,INCISO I DO CP (UMA VÍTIMA) E ART. 157, §2ºA, INCISO I C/CART. 70 (3X), NA FORMA DO ART. 69, TODOS DO CÓDIGO PENAL). DA ACUSAÇÃO. RECONHECIMENTO DAS VÍTIMAS PERANTEREALIZADOS AUTORIDADE A POLCIIAL ANULADOS PELACORTE SUPERIOR. DESRESPEITO AOS PRECEITOS LEGAIS. PROLAÇÃO DE NOVA SENTENÇA ABSOLUTÓRIA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE REFERIDAS PROVASANULADAS. FRAGILIDADE PROBATÓRIO. DO ACERVOMANUTENÇÃO DA APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DO IN DUBIO DOPRO. PRECEDENTES DO TJSE. MANUTENÇÃO DA ABSOLVIÇÃO. APELAÇÃO CONHECIDA E DESPROVIDA. DECISÃO UNÂNIME. (fl. 803 e-STJ) 6. No recurso especial, interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, buscava o recorrente, ora agravante, demonstrar afronta ao "art. 157, §2º-A, inciso I do Código Penal Brasileiro e art. 157, §2º-A, inciso I c/c art. 70(3x), na forma do art. 69, todos do Código Penal Brasileiro" (fl. 814 e-STJ). Sustentava que a condenação do recorrido não se baseou unicamente no reconhecimento pessoal realizado em sede inquisitiva - que foi considerado ilegal pelo Superior Tribunal de Justiça - mas igualmente no relatado em juízo pelas vítimas, que detalharam a prática delitiva e afirmaram que o réu foi autor dos crimes. Buscava, portanto, a condenação. 7. A r. decisão agravada negou seguimento ao apelo nobre por considerar que a pretensão implicaria reexame do conjunto fático-probatório, com óbice na Súmula nº 7/STJ.8. Daí o presente agravo, por meio do qual insiste na admissibilidade de seu apelo, alegando que não visa ao reexame do material fático-probatório dos autos, mas à discussão do valor jurídico atribuído a determinada prova, o que seria plenamente admitido em recurso especial. 9. Vieram então os autos a esta Procuradoria-Geral da República para manifestação do custos legis. Ao final, emitiu parecer pelo desprovimento do recurso. É, em síntese, o relatório. Decido. A Corte de origem negou provimento ao recurso de apelação aviado pelo Parquet, mantendo a sentença absolutória, por concluir não haver provas suficientes de autoria. Pretende-se, no recurso especial, rever essa conclusão, o que somente seria possível mediante o revolvimento do acervo probatório, intento que esbarra no óbice imposto pela Súmula n. 7 desta Corte. Ante o exposto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA