AREsp 2682405 - ACORDAO
O agravo interno foi improvido porque a pretensão de reforma exigiria reexame de fatos e provas vedado pela Súmula 7/STJ; as alegadas violações legais não foram prequestionadas nos autos, inviabilizando conhecimento (Súmula 211/STJ e analogia às súmulas do STF); a divergência jurisprudencial não foi demonstrada nos...
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- Parties
- Autor: Vinicius Antunes de Carvalho; Réu: Companhia Estadual de Águas e Esgotos - Cedae
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno Contra Decisão Monocrática Em Recurso Especial / Julgamento Pela Segunda Turma Do STJ
- Legal Topics
- Reexame Fático Probatório, Prequestionamento, Dano Moral, Quantum Indenizatório, Honorários Advocatícios, Súmulas Do STJ E STF
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Parties
Vinicius Antunes de Carvalho
Autor
Companhia Estadual de Águas e Esgotos - Cedae
Réu
Procedural Posture
Agravo Interno Contra Decisão Monocrática Em Recurso Especial / Julgamento Pela Segunda Turma Do STJ
Legal Issues
- 1 Incidência da Súmula 7/STJ sobre vedação ao reexame de provas em recurso especial
- 2 Falta de prequestionamento (Súmula 211/STJ e analogia às Súmulas 282 e 356 do STF)
- 3 Dissídio jurisprudencial não demonstrado nos moldes legais
Ratio Decidendi
O agravo interno foi improvido porque a pretensão de reforma exigiria reexame de fatos e provas vedado pela Súmula 7/STJ; as alegadas violações legais não foram prequestionadas nos autos, inviabilizando conhecimento (Súmula 211/STJ e analogia às súmulas do STF); a divergência jurisprudencial não foi demonstrada nos termos do art. 1.029 do CPC/2015 e do RISTJ; e o acórdão do Tribunal de origem está em consonância com a jurisprudência do STJ (Súmula 83), motivo pelo qual se confirmou a manutenção da redução do quantum indenizatório para R$ 5.000,00 e determinou-se, se aplicável, a majoração dos honorários em 1% sobre o já fixado, nos termos do art. 85, § 11, CPC/2015.
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio Bellizze e Teodoro Silva Santos votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Teodoro Silva Santos. Ausente, ocasionalmente, o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. PRETENSÃO DE REEXAME DOS FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 211/STJ E 282, 356/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO ALINHADO COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 83/STJ. I - Na origem, trata-se de ação ajuizada contra a Companhia Estadual de Águas e Esgotos - Cedae, objetivando o restabelecimento dos serviços de fornecimento de água. II - Na sentença, julgou-se procedente o pedido. No Tribunal a quo, a sentença foi parcialmente reformada, apenas quanto ao valor dos danos morais. Esta Corte conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial. III - A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: " (..) Entretanto, descabe a anulação total do julgado, haja vista a necessidade de se observar o princípio do aproveitamento dos atos processuais, bem como o princípio da celeridade, previsto no artigo 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal de 1988. Assim, tendo havido nulidade apenas de parte do julgado, nada justifica que seja desconsiderada toda a sentença, motivo pelo reduzo a verba compensatória para R$ 5.000,00, a fim de adequá-la ao limite fixado na inicial, encontrando-se o referido quantum indenizatório adequado à capacidade econômica das partes; a natureza e extensão do dano, e as circunstâncias em que se deu o ato ilícito. Ante o exposto, dou parcial provimento ao recurso da ré, reduzindo o quantum arbitrado a título de indenização por danos morais, para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), mantendo-se, no mais, a r. sentença." IV - Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. V - A Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". VI - Relativamente às demais alegações de violação (292, V, e art. 324, § 1º, do CPC/2015), esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. VII - O dissídio jurisprudencial viabilizador do recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional não foi demonstrado nos moldes legais, pois, além da ausência do cotejo analítico e de não ter apontado qual dispositivo legal recebeu tratamento diverso na jurisprudência pátria, não ficou evidenciada a similitude fática e jurídica entre os casos colacionados que teriam recebido interpretação divergente pela jurisprudência pátria. Ressalte-se ainda que a incidência do enunciado n. 7, quanto à interposição pela alínea a, impede o conhecimento da divergência jurisprudencial, diante da patente impossibilidade de similitude fática entre acórdãos. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.044.194/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 19/10/2017, DJe 27/10/2017. VIII - Para a caracterização da divergência, nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC/2015 e do art. 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ, exige-se, além da transcrição de acórdãos tidos por discordantes, a indicação de dispositivo legal supostamente violado, a realização do cotejo analítico do dissídio jurisprudencial invocado, com a necessária demonstração de similitude fática entre o aresto impugnado e os acórdãos paradigmas, assim como a presença de soluções jurídicas diversas para a situação, sendo insuficiente, para tanto, a simples transcrição de ementas, como no caso. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.235.867/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 17/5/2018, DJe 24/5/2018; AgInt no AREsp 1.109.608/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 13/3/2018, DJe 19/3/2018; REsp 1.717.512/AL, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 17/4/2018, DJe 23/5/2018. IX - O Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". X - Agravo interno improvido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno contra monocrática que decidiu recurso especial interposto por Vinicius Antunes de Carvalho, com fundamento no art. 105, III, a e c, da CF/1988. O recurso especial visa reformar acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, nos termos assim ementados: APELAÇÃO CÍVEL, AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZATÓRIA. RELAÇÃO DE CONSUMO. SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ÁGUA. - DEMANDANTE RELATA QUE, APÓS O ANO DE 2011, A EMPRESA RÉ PASSOU A NÃO MAIS PRESTAR O SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ÁGUA, DE MANEIRA ADEQUADA E CONTÍNUA, PASSANDO A REALIZAR EVENTUALMENTE INTERRUPÇÕES, SENDO QUE POR POSSUIR CISTERNA E POR AINDA ESTAR EM ANDAMENTO O PROCESSO JUDICIAL ANTERIOR, SOLICITAVA CAMINHÃO-PIPA PRÉ- AGENDANDO A ENTREGA E ERA ATENDIDO, CONSEGUINDO MANTER O MÍNIMO DA SUA DIGNIDADE; TODAVIA, A INTERRUPÇÃO DO FORNECIMENTO DO SERVIÇO REALIZADA PELA PARTE RÉ JÁ PERDURA POR UM MÊS, E APÓS ESGOTADAS TODAS AS VIAS EXTRAJUDICIAIS PARA SOLUÇÃO DO PROBLEMA, NÃO LHE RESTOU ALTERNATIVA A NÃO SER BUSCAR NOVAMENTE A TUTELA JURISDICIONAL. Na origem, trata-se de ação ajuizada por Vinicius Antunes de Carvalho contra a Companhia Estadual de Águas e Esgotos - Cedae, objetivando o restabelecimento dos serviços de fornecimento de água. Na sentença, julgou-se procedente o pedido. No Tribunal a quo, a sentença foi parcialmente reformada, apenas quanto ao valor dos danos morais. Esta Corte conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial. No recurso especial, Vinicius Antunes de Carvalho aponta dissídio jurisprudencial e alega ofensa aos arts. 324, § 1º, II e III, do CPC, 927 e 944, ambos do CC e 6º, VI, do CDC. A decisão recorrida tem o seguinte dispositivo: "Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial." Interposto agravo interno, a parte agravante traz argumentos contrários aos fundamentos da decisão, resumidos nestes termos: .. nenhum precedente apontado na fundamentação do capítulo referente ao dano moral ocupa-se de análise de dano Moral de contrato de trato sucessivo, de obrigação diferida e essencial em Relação de Consumo. (..) O debate trazido à baila não importa reexame de matéria fático-probatória, ao revés, unicamente matéria de direito, não incorrendo, portanto, com a regra ajustada no enunciado da Súmula 07, desta Corte Superior -STJ. (..) O debate trazido à baila foi amplamente impugnado, não incorrendo, portanto, com o enunciado 211 do STJ c/c Enunciados 282 e 356 das Sumulas do STF. (..) O debate trazido à baila foi amplamente impugnado, não incorrendo, portanto, com a regra ajustada no Enunciado 83 da súmula do STJ, foi especificadamente, infirmado. (..) .. conforme entendimento pacificado por essa corte, são incabíveis honorários recursais no recurso interposto pela parte vencedora para ampliar a condenação, pela própria redação do art. 85, § 11, do CPC/2015, principalmente porque inexistente prévia fixação de verba honorária em desfavor da parte recorrente na origem. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. PRETENSÃO DE REEXAME DOS FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 211/STJ E 282, 356/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO ALINHADO COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 83/STJ. I - Na origem, trata-se de ação ajuizada contra a Companhia Estadual de Águas e Esgotos - Cedae, objetivando o restabelecimento dos serviços de fornecimento de água. II - Na sentença, julgou-se procedente o pedido. No Tribunal a quo, a sentença foi parcialmente reformada, apenas quanto ao valor dos danos morais. Esta Corte conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial. III - A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: " (..) Entretanto, descabe a anulação total do julgado, haja vista a necessidade de se observar o princípio do aproveitamento dos atos processuais, bem como o princípio da celeridade, previsto no artigo 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal de 1988. Assim, tendo havido nulidade apenas de parte do julgado, nada justifica que seja desconsiderada toda a sentença, motivo pelo reduzo a verba compensatória para R$ 5.000,00, a fim de adequá-la ao limite fixado na inicial, encontrando-se o referido quantum indenizatório adequado à capacidade econômica das partes; a natureza e extensão do dano, e as circunstâncias em que se deu o ato ilícito. Ante o exposto, dou parcial provimento ao recurso da ré, reduzindo o quantum arbitrado a título de indenização por danos morais, para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), mantendo-se, no mais, a r. sentença." IV - Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. V - A Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". VI - Relativamente às demais alegações de violação (292, V, e art. 324, § 1º, do CPC/2015), esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. VII - O dissídio jurisprudencial viabilizador do recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional não foi demonstrado nos moldes legais, pois, além da ausência do cotejo analítico e de não ter apontado qual dispositivo legal recebeu tratamento diverso na jurisprudência pátria, não ficou evidenciada a similitude fática e jurídica entre os casos colacionados que teriam recebido interpretação divergente pela jurisprudência pátria. Ressalte-se ainda que a incidência do enunciado n. 7, quanto à interposição pela alínea a, impede o conhecimento da divergência jurisprudencial, diante da patente impossibilidade de similitude fática entre acórdãos. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.044.194/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 19/10/2017, DJe 27/10/2017. VIII - Para a caracterização da divergência, nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC/2015 e do art. 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ, exige-se, além da transcrição de acórdãos tidos por discordantes, a indicação de dispositivo legal supostamente violado, a realização do cotejo analítico do dissídio jurisprudencial invocado, com a necessária demonstração de similitude fática entre o aresto impugnado e os acórdãos paradigmas, assim como a presença de soluções jurídicas diversas para a situação, sendo insuficiente, para tanto, a simples transcrição de ementas, como no caso. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.235.867/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 17/5/2018, DJe 24/5/2018; AgInt no AREsp 1.109.608/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 13/3/2018, DJe 19/3/2018; REsp 1.717.512/AL, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 17/4/2018, DJe 23/5/2018. IX - O Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". X - Agravo interno improvido. VOTO O recurso não merece provimento. A decisão monocrática deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: .. Entretanto, descabe a anulação total do julgado, haja vista a necessidade de se observar o princípio do aproveitamento dos atos processuais, bem como o princípio da celeridade, previsto no artigo 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal de 1988. Assim, tendo havido nulidade apenas de parte do julgado, nada justifica que seja desconsiderada toda a sentença, motivo pelo reduzo a verba compensatória para R$ 5.000,00, a fim de adequá-la ao limite fixado na inicial, encontrando-se o referido quantum indenizatório adequado à capacidade econômica das partes; a natureza e extensão do dano, e as circunstâncias em que se deu o ato ilícito. Ante o exposto, dou parcial provimento ao recurso da ré, reduzindo o quantum arbitrado a título de indenização por danos morais, para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), mantendo-se, no mais, a r. sentença. .. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Relativamente às demais alegações de violação (292, V, e art. 324, § 1º, do CPC/2015), esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. O dissídio jurisprudencial viabilizador do recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional não foi demonstrado nos moldes legais, pois, além da ausência do cotejo analítico e de não ter apontado qual dispositivo legal recebeu tratamento diverso na jurisprudência pátria, não ficou evidenciada a similitude fática e jurídica entre os casos colacionados que teriam recebido interpretação divergente pela jurisprudência pátria. Ressalte-se ainda que a incidência do enunciado n. 7, quanto à interposição pela alínea a, impede o conhecimento da divergência jurisprudencial, diante da patente impossibilidade de similitude fática entre acórdãos. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.044.194/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 19/10/2017, DJe 27/10/2017. Para a caracterização da divergência, nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC/2015 e do art. 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ, exige-se, além da transcrição de acórdãos tidos por discordantes, a indicação de dispositivo legal supostamente violado, a realização do cotejo analítico do dissídio jurisprudencial invocado, com a necessária demonstração de similitude fática entre o aresto impugnado e os acórdãos paradigmas, assim como a presença de soluções jurídicas diversas para a situação, sendo insuficiente, para tanto, a simples transcrição de ementas, como no caso. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.235.867/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 17/5/2018, DJe 24/5/2018; AgInt no AREsp 1.109.608/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 13/3/2018, DJe 19/3/2018; REsp 1.717.512/AL, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 17/4/2018, DJe 23/5/2018. Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto.