HC 643238 - DECISAO
Houve reformatio in pejus na primeira fase da dosimetria porque a Corte estadual, em recurso exclusivo da defesa, afastou fundamentação concreta para valorar negativamente culpabilidade, personalidade e conduta social, mas manteve a majoração da pena-base; reconheceu-se também a retroatividade da Lei nº 13.654/2018 afastando a majorante pelo uso de arma branca; manteve-se a majorante pelo concurso de agentes na terceira fase por estar narrada e comprovada nos autos; portanto, concedeu-se parcialmente a ordem para reconhecer a ilegalidade na primeira fase da dosimetria e reduzir a pena para 7 anos e 4 meses de reclusão, mantendo os demais termos da condenação.
- Parties
- Impetrante: JOSE ALEXANDRE GOMES DA SILVA; Órgão Julgador/impetrado: Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 November 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Legal Topics
- Reformatio in Pejus, Dosimetria, Concurso De Agentes, Novatio Legis in Mellius, Regime Prisional, Majorantes
Case Brief
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Parties
JOSE ALEXANDRE GOMES DA SILVA
Impetrante
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Órgão Julgador/impetrado
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 ocorrência de reformatio in pejus em recurso exclusivo da defesa ao reavaliar a pena-base
- 2 validade da fundamentação usada para manter a elevação da pena-base
- 3 deslocamento da majorante do concurso de agentes para a terceira fase da dosimetria
Ratio Decidendi
Houve reformatio in pejus na primeira fase da dosimetria porque a Corte estadual, em recurso exclusivo da defesa, afastou fundamentação concreta para valorar negativamente culpabilidade, personalidade e conduta social, mas manteve a majoração da pena-base; reconheceu-se também a retroatividade da Lei nº 13.654/2018 afastando a majorante pelo uso de arma branca; manteve-se a majorante pelo concurso de agentes na terceira fase por estar narrada e comprovada nos autos; portanto, concedeu-se parcialmente a ordem para reconhecer a ilegalidade na primeira fase da dosimetria e reduzir a pena para 7 anos e 4 meses de reclusão, mantendo os demais termos da condenação.
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