HC 883758 - DECISAO
O pedido não foi conhecido porque as questões suscitadas não foram apreciadas pelas instâncias ordinárias, de modo que o conhecimento desta Corte configuraria supressão de instância e violação de competência constitucional; ademais, o habeas corpus não é meio adequado para desconstituir condenação transitada em...
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- Parties
- Paciente: FILIPE RANGEL DE MELO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (APELAÇÃO CRIMINAL N. 0025699-29.2021.8.19.0203)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 July 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Pelo STJ
- Outcome
- pedido de habeas corpus não conhecido
- Legal Topics
- Regime Inicial De Cumprimento Da Pena, Supressão De Instância, Revisão Criminal, Trânsito Em Julgado, Dosimetria Da Pena, Bis in Idem
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Parties
FILIPE RANGEL DE MELO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (APELAÇÃO CRIMINAL N. 0025699-29.2021.8.19.0203)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Pelo STJ
Legal Issues
- 1 fixação do regime inicial de cumprimento da pena
- 2 supressão de instância e impossibilidade de conhecimento pelo STJ de matéria não apreciada nas instâncias ordinárias
- 3 uso do habeas corpus como substituto de revisão criminal após trânsito em julgado
Ratio Decidendi
O pedido não foi conhecido porque as questões suscitadas não foram apreciadas pelas instâncias ordinárias, de modo que o conhecimento desta Corte configuraria supressão de instância e violação de competência constitucional; ademais, o habeas corpus não é meio adequado para desconstituir condenação transitada em julgado quando a solução demanda reexame de fatos e provas.
Court Disposition
pedido de habeas corpus não conhecido
Orders
- Não conheço do pedido de habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado em favor de FILIPE RANGEL DE MELO em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (APELAÇÃO CRIMINAL N. 0025699-29.2021.8.19.0203). Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 (seis) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime fechado, por infração ao art. 157-§2º-II, duas vezes, na forma do art. 70, caput, primeira parte, ambos do Código Penal. A impetrante sustenta a existência de flagrante ilegalidade na fixação do regime inicial fechado, em razão da primariedade e os bons antecedentes do réu, além de a pena definitiva n ão exceder a 8 anos de reclusão. Requer a concessão da ordem para que a pena do paciente seja redimensionada nos termos delineados na impetração. É o relatório. DECIDO. A tese trazida pela defesa, relativa à necessidade de reforma do regime inicial imposto para o cumprimento da pena, não foi apreciada no acórdão impugnado. Assim, este Superior Tribunal de Justiça não pode dela conhecer, sob pena de indevida supressão de instância. Nesse sentido: PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FUNGIBILIDADE RECURSAL. TRÁFICO DE DROGAS. BUSCA DOMICILIAR. FALTA DE JUSTA CAUSA. BIS IN IDEM NA DOSIMETRIA. APLICAÇÃO DE REGIME MAIS BRANDO. MATÉRIAS NÃO APRECIADAS NA ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT ORIGINÁRIO NÃO CONHECIDO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. CABIMENTO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Petição recebida como agravo regimental, em homenagem ao princípio da fungibilidade, tendo em vista ausência de previsão legal de pedido de reconsideração. Precedentes. 2. As teses suscitadas pela defesa (violação de domicílio, bis in idem na dosimetria da pena e necessidade de alteração do regime prisional) não foram objeto de exame no acórdão impugnado, o que impede o conhecimento dos temas diretamente por este Tribunal Superior, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Não há ilegalidade na decisão do Tribunal de origem que não conheceu do writ originário manejado como substitutivo de revisão criminal. Isso porque a impetração de habeas corpus após o trânsito em julgado da condenação e com a finalidade de desconstituir sentença condenatória definitiva é indevida, sobretudo quando a análise das teses constantes do writ substitutivo demandam revolvimento fático-probatório. 4 . Agravo regimental desprovido. (RCD no HC n. 904.224/AM, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 10/6/2024, DJe de 13/6/2024, grifamos) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. NÃO CONHECIMENTO. WRIT SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ILEGALIDADE FLAGRANTE QUE AUTORIZA A CONCESSÃO DE ORDEM DE OFÍCIO. NULIDADE NA PRODUÇÃO DA PROVA. NÃO VERIFICADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. .. 2. O exame pelo Superior Tribunal de Justiça de matéria que não foi apreciada pelas instâncias ordinárias enseja indevida supressão de instância, com explícita violação da competência originária para o julgamento de habeas corpus (art. 105, I, c, da Constituição Federal). .. (AgRg no RHC n. 182.899/PB, relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em 8/4/2024, DJe de 11/4/2024).
Ante o exposto, não conheço do pedido de habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA