HC 931619 - DECISAO
Não conhecer do habeas corpus porque a impetração funciona como substitutiva de recurso e não foi demonstrada flagrante ilegalidade no ato judicial atacado; além disso, o regime inicialmente fechado foi fundamentado pelas instâncias inferiores com base nas circunstâncias judiciais, na reincidência e no fato de o...
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- Parties
- Paciente: JORGE ALEX DA ROCHA BERNARDO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso, Reincidência, Flagrante Ilegalidade, Não Conhecimento
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Parties
JORGE ALEX DA ROCHA BERNARDO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Cabimento de habeas corpus quando funciona como substitutivo de recurso
- 2 Justificação do regime inicial fechado diante da pena aplicada e da reincidência e fuga do paciente
Ratio Decidendi
Não conhecer do habeas corpus porque a impetração funciona como substitutiva de recurso e não foi demonstrada flagrante ilegalidade no ato judicial atacado; além disso, o regime inicialmente fechado foi fundamentado pelas instâncias inferiores com base nas circunstâncias judiciais, na reincidência e no fato de o paciente estar foragido, justificando a manutenção do regime mais gravoso.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de habeas corpus impetrado em favor do paciente JORGE ALEX DA ROCHA BERNARDO, tendo apontado como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Consta dos autos que, em primeiro grau, o paciente foi condenado à pena de 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de reclusão e 1.088 (mil e oitenta e oito) dias-multa, em regime inicialmente fechado, por infração ao artigo 35 c/c artigo 40, inciso IV, ambos da Lei nº 11.343/2006. Em grau recursal, o Tribunal de origem deu parcial provimento ao apelo defensivo, para desclassificar a conduta que tipifica a causa de aumento prevista no artigo 40, inciso IV, da Lei nº 11.343/2006 para o crime do artigo 14 da Lei n.º 10.826/03. Na presente impetração, busca-se a concessão da ordem, para se estabelecer o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade. Parecer do Ministério Público Federal pelo não conhecimento do habeas corpus. É o relatório. DECIDO. Da análise detida da petição inicial do habeas corpus, tenho que a presente impetração se insurge contra acórdão, funcionando como substitutivo do recurso próprio, motivo pelo qual não deve ser conhecida (AgRg no HC 936880 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJe 19/09/2024). Com efeito, a 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, no âmbito do HC 535.063-SP, de Relatoria do Ministro Sebastião Reis Júnior, julgado em 10/06/2020, e o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do AgRg no HC 180.365, de Relatoria da Ministra Rosa Weber, julgado em 27/03/2020, consolidaram a orientação de que não cabe habeas corpus substitutivo ao recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. De mais a mais, não vislumbro a presença de teratologia ou coação ilegal que desafie a concessão da ordem de ofício, nos termos do parágrafo 2º do artigo 654 do Código de Processo Penal. Nesta toada, na contramão do pleiteado pela impetrante, o regime inicial mais gravoso foi fixado pelas instâncias inferiores com fundamento no art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, tendo sido assentado que, embora o quantum de pena aplicado inferior a 4 anos permita, em tese, a fixação do regime aberto, a reincidência do paciente, aliada às circunstâncias do caso concreto, notadamente o fato de estar foragido no momento de sua captura, justificam a imposição de regime prisional inicialmente fechado. A propósito: PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. LESÕES CORPORAIS LEVES E AMEAÇA. MOTIVAÇÃO SUFICIENTE PARA IMPOSIÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS E REINCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Não há desproporcionalidade na imposição do regime inicial fechado, pois, apesar de a pena ser inferior a 4 anos de reclusão, as circunstâncias judiciais (antecedentes criminais) implicaram majoração da pena-base e o recorrente é reincidente, tratando-se de fundamentos idôneos para fixação do regime fechado. 2. Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp 2088223/SP, Relator Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 09/10/2023, DJe de 16/10/2023). Não remanesce, portanto, qualquer coação ilegal na liberdade do paciente decorrente do ato judicial atacado. Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA