HC 1019042 - DECISAO
O habeas corpus foi liminarmente indeferido em razão da inadmissível reiteração, dado que a matéria é objeto de outro HC (n. 946.146/SP) liminarmente indeferido por inadequação da via e não foram apresentados argumentos novos capazes de desconstituir a decisão anterior; assim, o writ não merece prosseguir.
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- Parties
- Paciente: GUSTAVO GABRIEL DE PAULA PACHECO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação Criminal n. 1501522-34.2023.8.26.0599)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 July 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- Liminar indeferida; habeas corpus não conhecido por reiteração
- Legal Topics
- Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Tráfico De Drogas, Reiteração De Habeas Corpus, Súmulas
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Parties
GUSTAVO GABRIEL DE PAULA PACHECO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação Criminal n. 1501522-34.2023.8.26.0599)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 legalidade da fixação do regime inicial fechado
- 2 inadmissibilidade por reiteração de writs
- 3 adequação da via eleita
Ratio Decidendi
O habeas corpus foi liminarmente indeferido em razão da inadmissível reiteração, dado que a matéria é objeto de outro HC (n. 946.146/SP) liminarmente indeferido por inadequação da via e não foram apresentados argumentos novos capazes de desconstituir a decisão anterior; assim, o writ não merece prosseguir.
Court Disposition
Liminar indeferida; habeas corpus não conhecido por reiteração
Orders
- Indefiro liminarmente este Habeas Corpus.
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de GUSTAVO GABRIEL DE PAULA PACHECO, no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação Criminal n. 1501522- 34.2023.8.26.0599). Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 5 anos de reclusão no regime inicial fechado e ao pagamento de 500 dias-multa, como incurso no art. 33 da Lei n. 11.343/2006. A impetrante sustenta que a fixação do regime inicial fechado careceria de fundamentação idônea. Afirma que a quantidade de pena aplicada e o fato de todas as circunstâncias judiciais serem favoráveis permitiria o estabelecimento de modo prisional menos gravoso, nos termos das Súmulas n. 718 e 719 do STF, e 440 do STJ. Requer, liminarmente e no mérito, a fixação do regime semiaberto para o início do cumprimento da pena imposta ao paciente. É o relatório. Decido. O writ não merece prosseguir. A legalidade do acórdão proferido no julgamento da apelação é também objeto do HC n. 946.146/SP, que foi liminarmente indeferido pelo Ministro relator em razão da inadequação da via eleita. Constata-se, assim, a inadmissível reiteração, a obstar o prosseguimento do feito. Confira-se, a propósito, o seguinte julgado: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. MERA REITERAÇÃO DE WRIT ANTERIORMENTE IMPETRADO. INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS APTOS A DESCONSTITUIR A DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I - A segregação cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. II - A matéria aqui suscitada é também objeto do HC n. 915483-PR. Constata-se, assim, a inadmissível reiteração, consoante o entendimento do Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. III- Não há manifesta ilegalidade ou teratologia identificadas. IV- É assente nesta Corte Superior que o agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de alterar o entendimento anteriormente firmado, sob pena de ser mantida a decisão vergastada pelos próprios fundamentos. Precedentes. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 921.248/PR, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 2/9/2024, DJe de 6/9/2024.) Ante o exposto, com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c o art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente este Habeas Corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA