HC 1016729 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido porque a decisão atacada foi proferida monocraticamente pelo Desembargador relator do Tribunal de origem e não houve recurso interno/regimental, configurando ausência de exaurimento da instância ordinária e, por consequência, incompetência do Superior Tribunal de Justiça para...
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- Parties
- Paciente: EGIDIO FERNANDO ARGUELLO JUNIOR; Autoridade Coatora: Desembargador do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 July 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- Habeas Corpus não conhecido; liminar indeferida.
- Legal Topics
- Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Prescrição, Exaurimento Da Jurisdição, Competência Do STJ Para Habeas Corpus Contra Decisão Monocrática
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Parties
EGIDIO FERNANDO ARGUELLO JUNIOR
Paciente
Desembargador do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 Conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática sem exaurimento da instância ordinária
- 2 Readequação do regime inicial de cumprimento de pena (fechado/semiaberto/aberto) após redução/alteração da pena
- 3 Reconhecimento de prescrição em relação aos crimes previstos nos arts. 299 e 304 do Código Penal
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido porque a decisão atacada foi proferida monocraticamente pelo Desembargador relator do Tribunal de origem e não houve recurso interno/regimental, configurando ausência de exaurimento da instância ordinária e, por consequência, incompetência do Superior Tribunal de Justiça para processar e julgar o writ; por isso, indefere-se liminarmente o pedido com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c art. 210 do RISTJ e no precedente citado.
Court Disposition
Habeas Corpus não conhecido; liminar indeferida.
Orders
- Indefiro liminarmente este Habeas Corpus.
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de EGIDIO FERNANDO ARGUELLO JUNIOR, no qual se aponta como autoridade coatora Desembargador do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO. Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 4 anos, 10 meses e 2 dias de reclusão no regime inicial semiaberto e pagamento de 133 dias-multa, pela prática dos crimes previstos nos arts. 2º, § 1º, da Lei n. 12.850/2013 e 304 c/c 299 do Código Penal (fl. 65-103). Em suas razões, a impetrante alega que esta Corte Superior, no julgamento do AREsp n. 2.168.367/PR, teria reconhecido a extinção da punibilidade do paciente no que tange aos crimes previstos nos arts. 299 e 304 do Código Penal, ante a ocorrência da prescrição. Entretanto, afirma que, embora tenha havido a substancial redução de sua pena, nada foi modificado quanto ao regime inicial de cumprimento. Sustenta que o indeferimento liminar do habeas corpus impetrado na origem submete o paciente a constrangimento ilegal, na medida em que estaria recolhido em regime prisional incompatível com a condenação remanescente. Isso porque o art. 33, § 2º, c, do Código Penal autorizaria o réu primário, condenado a pena inferior a 4 anos, a cumprir pena no regime aberto. Por fim, destaca a necessidade de remessa dos autos da execução penal ao local onde atualmente reside. Requer, liminarmente e no mérito, seja readequado o regime de cumprimento da pena imposta ao paciente para o aberto, com a expedição do alvará de soltura em seu favor. Ademais, pugna para que seja determinada a imediata remessa dos autos da execução penal à Comarca de Santana de Parnaíba - SP. É o relatório. Decido. O writ não merece prosseguir. A decisão combatida foi proferida monocraticamente pelo Desembargador relator na origem. Não há, pois, deliberação colegiada sobre a matéria trazida na presente impetração, o que inviabiliza o seu conhecimento pelo Superior Tribunal de Justiça. Confira-se, a propósito: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA. AÇÃO CONSTITUCIONAL CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE DESEMBARGADOR RELATOR. INCOMPETÊNCIA DO STJ. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE REVISÃO CRIMINAL. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. INADMISSIBILIDADE. INCOMPETÊNCIA DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. .. 2. O habeas corpus investe contra decisão singular de Desembargador relator do Tribunal de origem, a qual não foi recorrida por agravo interno/regimental. Assim, ausente o exaurimento da instância ordinária, impõe-se o não conhecimento da ação mandamental, pois o Superior Tribunal de Justiça não é competente para processar e julgar writ sem o devido exaurimento da jurisdição na instância antecedente. .. 4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 903.069/SP, relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em 24/6/2024, DJe de 26/6/2024; grifos acrescidos.) Ante o exposto, com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c o art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente este Habeas Corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA