HC 1062042 - DECISAO
Não conhecer do habeas corpus por reiteração de pedido já apreciado (art.210 RISTJ) e por inexistir constrangimento ilegal na fixação do regime inicial fechado, diante da reincidência do paciente e de circunstâncias judiciais desfavoráveis que autorizam regime mais gravoso conforme jurisprudência do STJ; matéria...
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: EDINALDO AMERICO DA SILVA; Órgão Prolator Do Acórdão: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 December 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- habeas corpus não conhecido
- Legal Topics
- Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Invasão Domiciliar, Provas Ilícitas, Reincidência, Habeas Corpus, Nulidade De Prova
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
EDINALDO AMERICO DA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Órgão Prolator Do Acórdão
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 legalidade da fixação do regime inicial fechado
- 2 nulidade das provas por ingresso domiciliar sem mandado
- 3 reiteração de pedido nos termos do art.210 do RISTJ
Ratio Decidendi
Não conhecer do habeas corpus por reiteração de pedido já apreciado (art.210 RISTJ) e por inexistir constrangimento ilegal na fixação do regime inicial fechado, diante da reincidência do paciente e de circunstâncias judiciais desfavoráveis que autorizam regime mais gravoso conforme jurisprudência do STJ; matéria acerca da invasão domiciliar já havia sido apreciada em recurso especial anterior.
Court Disposition
habeas corpus não conhecido
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de EDINALDO AMERICO DA SILVA, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação nº 1500127-77.2023.8.26.0608). Consta dos autos que o Tribunal de origem deu provimento ao apelo ministerial a fim de condenar o paciente às penas reclusiva de 04 (quatro) anos, 4 (quatro) meses e 15 (quinze) dias, no regime fechado, e pecuniária de 14 (quatorze) diárias mínimas de multa, como incurso no artigo 16, caput, da Lei nº 10.826/03. Neste habeas corpus, o impetrante sustenta constrangimento ilegal pela fixação de regime inicial fechado, alegando ausência de fundamentação idônea para adoção do modo mais gravoso quando a pena é inferior a 8 anos. Aduz, ainda , nulidade das provas por invasão domiciliar sem mandado judicial e sem autorização do morador, afirmando que o ingresso policial decorreu exclusivamente de denúncia anônima e que a sentença absolutória reconheceu a ilicitude da prova, devendo ser restaurada a absolvição. Requer, liminarmente, a colocação em liberdade ou a transferência imediata para o regime semiaberto. No mérito, pleiteia o reconhecimento da nulidade por invasão domiciliar, com a consequente concessão da ordem e expedição de alvará de soltura. É o relatório. DECIDO. Compulsando os autos, verifica-se que foi interposto, perante esta Corte, o REsp 2.152.329/SP, em favor do ora paciente, em face do mesmo acórdão e por meio do qual a defesa pleiteou o reconhecimento da nulidade por invasão domiciliar. No citado recurso, proferi decisão, em 27/5/2025, e na oportunidade foi apreciada a matéria, fundamentando-se que a conjunção de elementos dos autos é suficiente para despertar a fundada razão necessária ao ingresso no domicílio, culminando com o não conhecimento do recurso especial. Assim, a presente impetração evidencia o propósito de dupla apreciação por este Superior Tribunal de Justiça, dado que indica o não cabimento da insurgência em exame. Nesse sentido: "PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS INDEFERIDO LIMINARMENTE. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O MESMO FIM. PRISÃO PREVENTIVA. ALEGAÇÕES DE DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO E AUSÊNCIA DE CONTEMPORANEIDADE. ANTERIOR IMPETRAÇÃO DO HC N. 795.657/SP. IDENTIDADE DE PARTES E CAUSA DE PEDIR. REITERAÇÃO DE PEDIDOS. ILEGALIDADE MANIFESTA. AUSÊNCIA. MANUTENÇÃO DA DECISÃO MONOCRÁTICA QUE SE IMPÕE. Agravo regimental improvido. (AgRg no HC n. 825.694/SP, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJe de 18/8/2023.) Nesse diapasão, tem incidência o art. 210 do RISTJ, o qual dispõe que: "quando o pedido for reiteração de outro com os mesmos fundamentos, o relator o indeferirá liminarmente" Quanto à fixação do regime inicial, verifica-se que o entendimento do Tribunal a quo harmoniza-se com a jurisprudência desta Corte Superior, pois, não obstante a pena ser inferior a 8 anos, a reincidência é motivo idôneo para legitimar a fixação de regime prisional mais gravoso. Nessa linha: .. 20. Na espécie, em que pese a reprimenda corporal definitiva tenha sido fixada em quantum superior a 4 anos e não excedente a 8 anos (e-STJ fl. 465), o réu, além de reincidente, teve a pena-base fixada acima do mínimo legal em razão da existência de circunstâncias judiciais negativas (culpabilidade e antecedentes), o que justifica a imposição de regime prisional mais gravoso, no caso, o fechado, na forma do art. 33, § 3º, do CP. .. (AREsp n. 2.747.177/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 14/10/2025, DJEN de 21/10/2025.) .. 7. Não se constatou flagrante ilegalidade na fixação do regime inicial fechado, considerando a reincidência do acusado e a existência de circunstância judicial desfavorável. 8. Habeas corpus não conhecido. (HC n. 941.781/AM, relator Ministro Og Fernandes, Sexta Turma, julgado em 3/9/2025, DJEN de 9/9/2025.) Dessa forma, não há que se falar em constrangimento ilegal no acórdão impugnado. Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA