RHC 139444 - DECISAO
O recurso ordinário em habeas corpus foi julgado prejudicado por perda de objeto, em razão de superveniência (concessão de progressão de regime na instância ordinária), nos termos do art. 34, inciso XI, do Regimento Interno do STJ.
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- Parties
- Recorrente: RICARDO MOREIRA DA CUNHA; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 February 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Prejudicado (perda De Objeto)
- Outcome
- recurso prejudicado por perda de objeto
- Legal Topics
- Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Detração Da Pena, Prisão Preventiva, Fundamentação Da Sentença, Progressão De Regime
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Parties
RICARDO MOREIRA DA CUNHA
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso
Órgão Julgador
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Prejudicado (perda De Objeto)
Legal Issues
- 1 compatibilidade entre regime da prisão preventiva e regime definitivo após detração da pena
- 2 fundamentação do regime inicial de cumprimento de pena
- 3 possibilidade de reanálise de circunstâncias judiciais já apreciadas na dosimetria
Ratio Decidendi
O recurso ordinário em habeas corpus foi julgado prejudicado por perda de objeto, em razão de superveniência (concessão de progressão de regime na instância ordinária), nos termos do art. 34, inciso XI, do Regimento Interno do STJ.
Court Disposition
recurso prejudicado por perda de objeto
Orders
- Liminar indeferida
- Recurso prejudicado por perda de objeto
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus com pedido liminar interposto por RICARDO MOREIRA DA CUNHA contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (Processo n.1018388-53.2020.8.11.0000). Depreende-se dos autos que o recorrente, "juntamente a outroscorréus, em 27.08.2020, foi condenado a pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão,inicialmente no regime fechado, por incursão no delito capitulado no art. 157, § 1º c/c§ 2º, inciso II, c/c § 2º-A, inciso I, todos do Código Penal roubo circunstanciado "(e-STJ fl. 208). Impetrado habeas corpus na origem, o Tribunal denegou a ordem nos termos do acórdão de e-STJ fls. 205/248. No presente recurso, alega a defesa que o recorrente "encontra-se encarcerado por força da prisãopreventiva, desde 05 de julho de 2019, neste passo, somando o total hoje de cárcere orecluso possui em seu sentido objetivo um regime mais brando do que o que seassemelha a prisão cautelar.Ao passo que com pena recebida teria que ficar encarcerado 1 ano 1 mês e 10dias, sendo que, encontra-se preso cerca de 1 ano e 4 meses 14 dias.Ou seja, hoje o recorrente encontra-se preso cautelarmente em regime maisgravoso que a pena em definitiva, algo inadmissível no ordenamento jurídico.Ainda, em que se refere o regime inaugural de pena, o juízonão fundamentou deforma correta e necessária, seus motivos para aplicar um regime mais gravoso do que apena recebida" (e-STJ fl. 253). Afirma, ainda, que "o debate não versa quanto aos requisitos da preventiva, mas sim,versa sobre o regime que deve ser aplicado após a detração da pena, o qual éincompatível com a prisão preventiva"(e-STJ fl. 254). Por fim, argumenta que o Juízo sentenciante"INOVOU incorrendo em aplicar que a existência dearma e possível disparo, como prejudicial, sendo que tal fato não foi ponderadoquando da análise no artigo 59 do CP, em momento oportuno. Repito, nasprejudiciais do artigo 59 foi ponderado somente a existência de vários agentes enão a questão da arma.A rigor, a avaliação favorável em primeira fase na dosimetria de pena (únicaprejudicial foi quantidade de agentes) impede nova análise para fins de fixação deregime. Neste sentido, o artigo 59 do CP não pode ser interpretado de formadiametralmente oposta na mesma sentença condenatória, ainda que em momentosdistintos, pois a avaliação se refere ao mesmo dispositivo legal"(e-STJ fl. 263). Assim, requer, liminarmente (e-STJ fl. 267): c) Seja respeitado a detração da pena, e verificado que após lapso temporaldeveria o juízo sentenciante colocar o recluso/paciente em regimeimediatamente menos gravoso; d) Seja reconhecida, ilegalidade na ausência de fundamentação, pois após adetração da pena, caso o juízo vislumbrar em manter o regime antes escolhidodeve este fundamentar sua decisão, algo que não ocorreu; e) Declarar ilegal o regime inaugural fechado, pois não foi devidamentefundamentado; Liminar indeferida às e-STJ fls. 168/170. O Ministério Público Federal manifestou-se pela prejudicialidade do recurso (e-STJ fl. 227). É o relatório. Consoante informações prestadas pela defesa do ora recorrente às e-STJ fls. 381/382, a instância ordinária concedeu "progressão de regime no processo executivo provisório", motivo pelo qual ocorreu a "perda de objeto" da presente insurgência. Tal o contexto, com base no art. 34, inciso XI, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, julgo prejudicado o presente recurso em habeas corpus. Publique-se. Intimem-se.