HC 1100927 - DECISAO
O habeas corpus foi indeferido liminarmente porque constitui mera reiteração de pedido já submetido a esta Corte (objeto do AREsp n. 3.159.680/SC), estando vedado o conhecimento de writ que repete matéria anteriormente decidida pelo STJ; ademais, a via do habeas corpus não comporta reexame aprofundado do conjunto...
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- Parties
- Paciente: RODRIGO BARBOZA VAZ; Órgão Coator: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 June 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Liminar De Indeferimento
- Outcome
- indefiro liminarmente o presente Habeas Corpus
- Legal Topics
- Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Violência Doméstica, Reiteração De Habeas Corpus, Individualização Da Pena, Súmula 7/stj, Competência Do STF
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Parties
RODRIGO BARBOZA VAZ
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Liminar De Indeferimento
Legal Issues
- 1 fixação do regime inicial semiaberto sem motivação concreta
- 2 pedido de alteração do regime para aberto
- 3 mera reiteração de pedido já analisado no STJ
Ratio Decidendi
O habeas corpus foi indeferido liminarmente porque constitui mera reiteração de pedido já submetido a esta Corte (objeto do AREsp n. 3.159.680/SC), estando vedado o conhecimento de writ que repete matéria anteriormente decidida pelo STJ; ademais, a via do habeas corpus não comporta reexame aprofundado do conjunto fático-probatório, cabendo eventual revisão pelo Supremo Tribunal Federal em recurso ordinário conforme art. 102, II, "a", da CF; com base nesses fundamentos e em precedentes do STJ, foi negada a liminar com fundamento no RISTJ.
Court Disposition
indefiro liminarmente o presente Habeas Corpus
Orders
- Indefiro liminarmente o presente Habeas Corpus.
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de RODRIGO BARBOZA VAZ em que se aponta como ato coator o acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA no julgamento da Apelação Criminal n. 5001175-57.2023.8.24.0045/SC. Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 4 (quatro) meses e 2 (dois) dias de detenção, em regime inicial semiaberto, pela prática do delito previsto no art. 129, § 9º, do Código Penal, em contexto de violência doméstica. Em suas razões, sustentam as impetrantes a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a fixação do regime inicial semiaberto carece de motivação concreta e idônea, diante da primariedade do paciente, da ausência de antecedentes e do baixo quantum de pena, inferior a 4 (quatro) anos, violando o princípio da individualização da pena. Alegam que a fundamentação do acórdão limitou-se a mencionar a existência de uma única circunstância judicial negativa, de baixa expressão, sem análise individualizada das condições pessoais do paciente, o que impede o agravamento do regime com base em consideração genérica. Afirmam que a única circunstância negativa a presença da filha menor já foi considerada com acréscimo mínimo de 1/6 (um sexto) na pena-base, não se prestando, por si, a justificar a imposição de regime mais gravoso. Defendem que o quadro concreto recomenda o regime aberto, pois a reprimenda é próxima do mínimo cominado ao tipo e o paciente é primário, sem antecedentes, de modo que a opção pelo semiaberto revela desproporção e ofensa ao art. 33, § 2º, "c", do CP. Requerem , em suma, a alteração do regime inicial de cumprimento da pena para o aberto. É o relatório. Decido. O writ não merece prosperar. A matéria aqui suscitada é também objeto do AREsp n. 3.159.680/SC. Constata-se, assim, a inadmissível reiteração, consoante o entendimento do Superior Tribunal de Justiça. Vejam-se os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. MERA REITERAÇÃO DE WRIT ANTERIORMENTE IMPETRADO. PLEITO DE REVISÃO DE MATÉRIA ANTERIORMENTE JULGADO POR ESTA CORTE EM SEDE DE HABEAS CORPUS. COMPETÊNCIA DA SUPREMA CORTE. RECURSO IMPROVIDO. 1. "Constatado que o presente writ é mera reiteração de outro habeas corpus manejado nesta Corte, já que verificado se tratar do mesmo paciente e que há identidade de causas de pedir e de pedidos, não há como dar curso à impetração." (AgRg no HC n. 397.789/BA, relator Ministro ANTONIO SALDANHA PALHEIRO, Sexta Turma, DJe de 13/6/2017.) 2. Na espécie, compete ao Supremo Tribunal Federal, em sede de recurso ordinário, rever anterior decisão desta Corte Superior proferido em sede do remédio constitucional do habeas corpus, a teor do art. 102, II, "a", da Constituição Federal. 3. Agravo regimental improvido. (AgRg no HC n. 746.274/SP, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 27.6.2022.) AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. PEDIDO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. INADMISSIBILIDADE. TESE DE AUSÊNCIA DE MATERIALIDADE E INDÍCIOS DE AUTORIA DELITIVA. NECESSIDADE DE INCURSÃO APROFUNDADA NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE DE ANÁLISE NO ÂMBITO DO WRIT. PRISÃO PREVENTIVA. REITERAÇÃO DO PLEITO FORMULADO NO RHC N. 158.405/SC. AGRAVANTE LARISSA: INSURGÊNCIA CONTRA AS MEDIDAS CAUTELARES IMPOSTAS. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. .. 3. No RHC n. 158.405/SC, foi formulada idêntica pretensão em favor do Agravante, tendo sido parcialmente conhecido o recurso ordinário e, nessa extensão, desprovido. O habeas corpus, portanto, é mera reiteração de pedido anterior, em que há identidade de partes, de pedido e de causa de pedir, além de impugnarem ambos o mesmo acórdão e a mesma matéria. .. 5. Agravo regimental desprovido. (AgRg nos EDcl no HC n. 730.077/SC, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 31.5.2022.) PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINARMENTE O WRIT. ROUBO. ALEGADA NULIDADE DO RECONHECIMENTO PESSOAL. MATÉRIA APRESENTADA NO ARESP-2.599.632/SP. APLICADO O ENUNCIADO SUMULAR 7/STJ. IMPOSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DE PEDIDO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. "É de se considerar que é pacífico o entendimento firmado nesta Corte de que não se conhece de habeas corpus cuja questão já tenha sido objeto de análise em oportunidade diversa, tratando-se de mera reiteração de pedido (AgRg no HC n. 796.091/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 26/6/2023)." (AgRg no HC n. 765.363/SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 28/8/2023, DJe de 30/8/2023.) 2. Na espécie, a tese apresentada no presente habeas corpus - nulidade do reconhecimento pessoal - já foi objeto de recurso neste Superior Tribunal de Justiça (AResp-2.599.632/SP). Naquela oportunidade, aplicou-se o enunciado sumular 7/STJ. 3. Assim, "o óbice processual invocado para impedir o conhecimento do recurso especial (Súmula 7/STJ), também se aplica ao habeas corpus, ação constitucional de rito célere e cognição sumária que não permite o revolvimento do material fático/probatório dos autos para a solução da controvérsia." (AgRg no HC n. 899.189/CE, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 9/4/2024, DJe de 16/4/2024.) 4. Por outro lado, conforme o acórdão impugnado, mesmo que reconhecida a nulidade do reconhecimento pessoal realizado, existem outros elementos de prova independente do reconhecimento que demonstram a autoria delitiva. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no HC n. 961.822/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJEN de 26/2/2025.) Ante o exposto, com fundamento no art. 21-E, IV, c/c o art. 210, ambos do RISTJ, indefiro liminarmente o presente Habeas Corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA