HC 930511 - DECISAO
O habeas corpus foi declarado prejudicado por perda superveniente do objeto, em razão de decisão posterior no juízo de origem que tornou sem efeito a suspensão condicional da pena e determinou expedição de alvará de soltura, de modo que cessaram as circunstâncias determinantes da impetração.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: DIVANEI ANTONIO DE ARAUJO; Impetrante: Defensoria Pública estadual; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Órgão Julgador: Superior Tribunal de Justiça
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 September 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Prejudicado Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- habeas corpus julgado prejudicado
- Legal Topics
- Regressão De Regime, Suspensão Condicional Da Pena (sursis), Habeas Corpus, Mandado De Prisão
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Parties
DIVANEI ANTONIO DE ARAUJO
Paciente
Defensoria Pública estadual
Impetrante
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Órgão Julgador De Origem
Superior Tribunal de Justiça
Órgão Julgador
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Prejudicado Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 adequação do habeas corpus para impugnar decisão de execução penal sobre regressão de regime
- 2 caracterização de falta grave por alegado descumprimento de condição da suspensão condicional da pena
- 3 perda superveniente do objeto do writ diante de alteração na situação processual do paciente
Ratio Decidendi
O habeas corpus foi declarado prejudicado por perda superveniente do objeto, em razão de decisão posterior no juízo de origem que tornou sem efeito a suspensão condicional da pena e determinou expedição de alvará de soltura, de modo que cessaram as circunstâncias determinantes da impetração.
Court Disposition
habeas corpus julgado prejudicado
Orders
- Publique-se.
- Intime-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de DIVANEI ANTONIO DE ARAUJO, contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS proferido no HC n. 1.0000.24.280572-9/000. Consta dos autos o paciente foi condenado, pelo crime previsto no art. 147 do Código Penal - CP (ameaça), à pena de 2 meses e 20 dias, suspensa, na forma do art. 77, § 1º, do CP, por 2 anos. Durante a execução penal, foi homologada a prática de várias faltas graves pelo paciente, sendo posteriormente determinada a regressão definitiva ao regime semiaberto, inclusive com a expedição de mandado de prisão. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, o qual não conheceu da ação, nos termos do acórdão que restou assim ementado: "EMENTA: HABEAS CORPUS - EXECUÇÃO PENAL - REGRESSÃO CAUTELAR DE REGIME - CUMPRIMENTO DE PENA EM SUSPENSÃO CONDICIONAL - VIA IMPRÓPRIA. A matéria tratada na exordial não é aquela à qual se dedica o remédio constitucional do Habeas Corpus. Isso porque a via sumaríssima deste instrumento impede que seja nele tratada matéria impertinente." (fl. 207). No presente writ, a Defensoria Pública estadual alega que o habeas corpus é o meio mais adequado para a análise do constrangimento ilegal alegado, uma vez que há mandado de prisão expedido em desfavor do paciente. Aduz que "inexiste previsão legal de utilização do "descumprimento de condição do sursis" como elemento caracterizador da "falta grave", própria dos regimes de cumprimento de pena, pelo que manifesta a ilegalidade de sua conduta" (fl. 8). Requer, assim, liminarmente e no mérito, que seja determinado ao Tribunal de origem que examine o mérito do habeas corpus lá impetrado. O pedido liminar foi indeferido (fls. 221/222) e as informações foram prestadas (fls. 229/237 e 245/274). É o relatório. Decido. O presente habeas corpus está prejudicado. De acordo com as informações prestadas pelo Juízo de origem, verificou-se que a Defesa interpôs agravo em execução contra a decisão originária, que aguarda julgamento, e, na sequência, "foi proferida nova decisão em sede de juízo de retratação, tornando sem efeito a suspensão condicional da pena concedida ao apenado, devendo o apenado cumprir pena em regime aberto, sendo determinada a expedição de alvará de soltura." (fl. 247). Assim, não há como negar a perda superveniente do objeto deste habeas corpus, tendo em vista ter cessado as circunstâncias determinantes da impetração. Ante o exposto, com fundamento no art. 34, XI, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça , julgo prejudicado o habeas corpus. Publique-se. Intime-se. EMENTA