HC 1021947 - DECISAO
O Habeas Corpus não foi conhecido porque a decisão impugnada foi monocrática de Desembargadora relatora e não houve esgotamento da instância ordinária (ausência de agravo interno/regimental), razão pela qual o Superior Tribunal de Justiça é incompetente para processar o writ, justificando o indeferimento liminar com...
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- Parties
- Paciente: LUIS ROBERTO BUENO RIBEIRO; Autoridade Coatora: Desembargadora do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida; Habeas Corpus Não Conhecido Por Ausência De Exaurimento Da Instância Ordinária
- Outcome
- Indefiro liminarmente; Habeas Corpus não conhecido.
- Legal Topics
- Regressão De Regime, Trabalho Extramuros, Mandado De Prisão, Contraditório E Ampla Defesa, Competência Do STJ, Exaurimento Da Jurisdição
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Parties
LUIS ROBERTO BUENO RIBEIRO
Paciente
Desembargadora do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida; Habeas Corpus Não Conhecido Por Ausência De Exaurimento Da Instância Ordinária
Legal Issues
- 1 Competência do STJ para conhecer de Habeas Corpus contra decisão monocrática de Desembargador relator sem esgotamento da instância
- 2 Necessidade de individualização e exame de mérito em regressão de regime
- 3 Aplicabilidade do art. 118, §2º da Lei de Execução Penal quanto à oitiva prévia do apenado
Ratio Decidendi
O Habeas Corpus não foi conhecido porque a decisão impugnada foi monocrática de Desembargadora relatora e não houve esgotamento da instância ordinária (ausência de agravo interno/regimental), razão pela qual o Superior Tribunal de Justiça é incompetente para processar o writ, justificando o indeferimento liminar com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c art. 210 do RISTJ.
Court Disposition
Indefiro liminarmente; Habeas Corpus não conhecido.
Orders
- Indefiro liminarmente este Habeas Corpus com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c o art. 210 do RISTJ.
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de LUIS ROBERTO BUENO RIBEIRO, no qual se aponta como autoridade coatora Desembargadora do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Consta dos autos que, na Execução Penal, foi determinada a regressão cautelar do paciente para o regime fechado e revogado o trabalho extramuros, com a consequente expedição de mandado de prisão em seu desfavor. Inconformada, a Defesa impetrou prévio writ na origem, que foi liminarmente indeferido. Os impetrantes alegam que a medida foi tomada com base em uma fiscalização do Setor de Controle, Inspeção e Fiscalização (SCIF), que constatou que a empresa onde o paciente alegava trabalhar não estava em funcionamento. Argumentam que a decisão teve caráter genérico, sendo direcionada a apenados em condições distintas, não se atentando ao fato de que o paciente já se encontrava em regime aberto desde setembro de 2024, circunstância que o distingue dos demais internos submetidos ao regime semiaberto com autorização para trabalho externo. Nesse contexto, apontam que a decisão judicial desconsiderou a necessária individualização da conduta do paciente, baseando-se em premissas genéricas extraídas da fiscalização de uma empresa supostamente inativa. Além disso, sustentam que a medida violou os princípios do contraditório e da ampla defesa, uma vez que, por se tratar de regressão definitiva, seria indispensável a oitiva prévia do apenado, nos termos do art. 118, § 2º, da Lei de Execução Penal. Requerem, liminarmente e no mérito, a concessão da ordem para revogar a regressão de regime e suspender o mandado de prisão expedido em desfavor do paciente. É o relatório. Decido. O writ não merece prosseguir. A decisão combatida foi proferida monocraticamente pela Desembargadora relatora na origem. Não há, pois, deliberação colegiada sobre a matéria trazida na presente impetração, o que inviabiliza o seu conhecimento pelo Superior Tribunal de Justiça. Confira-se, a propósito: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA. AÇÃO CONSTITUCIONAL CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE DESEMBARGADOR RELATOR. INCOMPETÊNCIA DO STJ. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE REVISÃO CRIMINAL. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. INADMISSIBILIDADE. INCOMPETÊNCIA DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. .. 2. O habeas corpus investe contra decisão singular de Desembargador relator do Tribunal de origem, a qual não foi recorrida por agravo interno/regimental. Assim, ausente o exaurimento da instância ordinária, impõe-se o não conhecimento da ação mandamental, pois o Superior Tribunal de Justiça não é competente para processar e julgar writ sem o devido exaurimento da jurisdição na instância antecedente. .. 4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 903.069/SP, relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em 24/6/2024, DJe de 26/6/2024; grifos acrescidos.) Ante o exposto, com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c o art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente este Habeas Corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA