REsp 2079672 - DECISAO
O Tribunal concluiu que, embora a área de terreno de marinha seja bem da União e a irregularidade da ocupação permita a desocupação, a União demorou mais de uma década para adotar atos expropriatórios e só ajuizou a reintegração em 2019 após o tombamento municipal e diante de ocupação prolongada; não foi demonstrado interesse público federal específico ou mal uso do bem, e parte do imóvel é alodial insuscetível de reintegração; diante da composição fática (ocupação anterior a 05/10/1988, tombamento e providências administrativas para cobrança) mostrou-se razoável manter a posse pelo ocupante, afastando-se a pretensão de reintegração nos termos postulados e considerando-se que o pedido de...
- Parties
- Recorrente: União; Recorrido: Náutico Atlético Cearense
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 August 2024
- Procedural Posture
- Ação De Reintegração De Posse / Recurso Especial Julgado Pelo Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Em Parte E Negado Provimento)
- Outcome
- Recurso especial conhecido em parte e, na parte conhecida, negado provimento; mantida sentença que julgou improcedente o pedido de reintegração de posse.
- Legal Topics
- Reintegração De Posse, Terrenos De Marinha, Taxa De Ocupação, Indenização Por Ocupação Ilícita (art.10 Lei N.9.636/1998), Tombamento, Dívida Ativa, Prescrição
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
União
Recorrente
Náutico Atlético Cearense
Recorrido
Procedural Posture
Ação De Reintegração De Posse / Recurso Especial Julgado Pelo Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Em Parte E Negado Provimento)
Legal Issues
- 1 cabimento da reintegração de posse de terreno de marinha diante de ocupação de longa duração e de tombamento municipal
- 2 aplicabilidade da indenização prevista no parágrafo único do art.10 da Lei n.9.636/1998
- 3 possibilidade de cobrança das taxas de ocupação não prescritas
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que, embora a área de terreno de marinha seja bem da União e a irregularidade da ocupação permita a desocupação, a União demorou mais de uma década para adotar atos expropriatórios e só ajuizou a reintegração em 2019 após o tombamento municipal e diante de ocupação prolongada; não foi demonstrado interesse público federal específico ou mal uso do bem, e parte do imóvel é alodial insuscetível de reintegração; diante da composição fática (ocupação anterior a 05/10/1988, tombamento e providências administrativas para cobrança) mostrou-se razoável manter a posse pelo ocupante, afastando-se a pretensão de reintegração nos termos postulados e considerando-se que o pedido de...
Court Disposition
Recurso especial conhecido em parte e, na parte conhecida, negado provimento; mantida sentença que julgou improcedente o pedido de reintegração de posse.
Orders
- Negado provimento ao recurso especial na parte conhecida
- Mantida a sentença de improcedência do pedido de reintegração de posse
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment