AREsp 2914575 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque a parte agravante não apresentou argumentos novos capazes de afastar o fundamento da decisão agravada, sendo aplicável a vedação ao reexame do conjunto fático-probatório (Súmula 7/STJ); além disso, a perícia judicial, não impugnada, demonstrou ocupação da área desde 1985...
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- Parties
- Agravante: ANA CRISTINA CARVALHO MACIEL; Agravante: ANA PAULA CARVALHO MACIEL; Agravante: AYDE DE RESENDE CARVALHO MACIEL; Agravante: MANOEL PEREIRA MACIEL NETO; Autor: JESUS DE CARVALHO MACIEL; Réu: RENATO INÁCIO CARDOSO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Da Terceira Turma: Negado Provimento Ao Agravo Interno
- Outcome
- Negou provimento ao agravo interno no agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Reintegração De Posse, Despejo, Reexame De Fatos E Provas, Súmula 7/stj, Aplicação Do Cpc/73 Vs Cpc/2015, Usucapião
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Parties
ANA CRISTINA CARVALHO MACIEL
Agravante
ANA PAULA CARVALHO MACIEL
Agravante
AYDE DE RESENDE CARVALHO MACIEL
Agravante
MANOEL PEREIRA MACIEL NETO
Agravante
JESUS DE CARVALHO MACIEL
Autor
RENATO INÁCIO CARDOSO
Réu
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Da Terceira Turma: Negado Provimento Ao Agravo Interno
Legal Issues
- 1 Incidência do CPC aplicável ao momento do ajuizamento da ação possessória
- 2 Necessidade ou vedação do reexame de contexto fático-probatório pelo STJ (Súmula 7)
- 3 Ônus da prova sobre requisitos para usucapião
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque a parte agravante não apresentou argumentos novos capazes de afastar o fundamento da decisão agravada, sendo aplicável a vedação ao reexame do conjunto fático-probatório (Súmula 7/STJ); além disso, a perícia judicial, não impugnada, demonstrou ocupação da área desde 1985 e área de 83,7741 ha, consolidando o entendimento do TJ/GO e justificando a manutenção da decisão recorrida.
Court Disposition
Negou provimento ao agravo interno no agravo em recurso especial.
Orders
- Nega provimento ao agravo interno no agravo em recurso especial.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 16/09/2025 a 22/09/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Humberto Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva, Moura Ribeiro e Daniela Teixeira votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE C/C DESPEJO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. 1. Ação de reintegração de posse c/c despejo. 2. Agravo interno interposto contra decisão que não conheceu do agravo em recurso especial. 3. Agravo interno não provido.
RELATÓRIO Relatora: MINISTRA NANCY ANDRIGHI Examina-se agravo interno interposto por ANA CRISTINA CARVALHO MACIEL, ANA PAULA CARVALHO MACIEL, AYDE DE RESENDE CARVALHO MACIEL e MANOEL PEREIRA MACIEL NETO, contra decisão que não conheceu do agravo em recurso especial, com base no art. 21-E, V, c/c o art. 253, parágrafo único, I, ambos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Ação: reintegração de posse c/c despejo, ajuizada por JESUS DE CARVALHO MACIEL, em face de RENATO INÁCIO CARDOSO. Sentença: julgou improcedente o pedido de reintegração de posse e condenou a parte agravante ao pagamento das custas e dos honorários, estes fixados em 15% do valor atualizado da causa. Acórdão: negou provimento à Apelação interposta pela parte agravante. Embargos de declaração: opostos, pela parte agravante, foram rejeitados, com aplicação de multa. Recurso especial: alegam violação dos arts. 1.238, § único, CC, 1.046, § 1º, CPC, sustentando que: i) por se tratar de ação possessória, deve-se permanecer aplicando, até o deslinde da hipótese, as regras previstas no CPC revogado, visto que, quando a ação foi ajuizada, existiam regras e requisitos que foram revogados pelo atual CPC; e, ii) a presente ação possessória foi ajuizada em 10 de junho de 2008, por isso deve ser aplicado o CPC/73 (vigente à época) para o seu deslinde, nos exatos termos do art. 1.046, § 1º, CPC; e, iii) cabia à parte recorrida comprovar que possui os requisitos para usucapir o terreno na modalidade elencada. Decisão da Presidência do STJ: não conheceu do agravo em recurso especial, com base no art. 21-E, V, c/c o art. 253, parágrafo único, I, ambos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Agravo interno: a parte agravante alega que houve a devida impugnação. Requer, assim, o provimento do agravo. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE C/C DESPEJO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. 1. Ação de reintegração de posse c/c despejo. 2. Agravo interno interposto contra decisão que não conheceu do agravo em recurso especial. 3. Agravo interno não provido. VOTO Relatora: MINISTRA NANCY ANDRIGHI A despeito das alegações aduzidas neste recurso, percebe-se que a parte agravante não trouxe qualquer argumento novo capaz de ilidir o entendimento firmado na decisão ora agravada. A decisão agravada não conheceu do agravo em recurso especial, em virtude do seguinte fundamento: i) reexame de contexto fático-probatório (Súmula 7/STJ). - Do reexame de contexto fático-probatório (Súmula 7/STJ) Da análise das razões do agravo interno, verifica-se que a parte agravante não impugnou a incidência da Súmula 7/STJ de forma consistente, limitando-se a alegar genericamente que pretendia a aplicação do direito à hipótese, sem demonstrar a desnecessidade do revolvimento de fatos e provas. No ponto, vale destacar o que restou consignado pelo TJ/GO: i) não há mesmo que se perquirir em nulidade da sentença pela adoção do CPC de 2015, quando esta é a legislação aplicável ao fato em comento; e, ii) a perícia foi categórica em concluir que a área total de ocupação pela parte agravada é de 83,7741 ha, e que desde 1985 a área em disputa estava sendo ocupada, sendo utilizada para plantação de milho safrinha, soja e confinamento de gado; e, iii) a perícia judicial não foi impugnada pela parte agravante e atesta que desde os idos de 1985 as terras em disputa estão em ocupação irregular, de forma mansa e pacífica pela parte agravada. Nesse sentido, confira-se: AgInt no AREsp 2.441.269/RS, Terceira Turma, DJe 28/02/2024 e AgInt no AREsp 2.326.551/GO, Quarta Turma, DJe 21/12/2023. DISPOSITIVO Forte nessas razões, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno no agravo em recurso especial.