HC 1032778 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por constituir mera reiteração de pedido anteriormente decidido (ARESP nº 2.330.389/SP), sendo esse fato óbice processual ao seu conhecimento, nos termos da jurisprudência citada.
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- Parties
- Paciente: ANDERSON DE OLIVEIRA CAIADO; Impetrado: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus.
- Legal Topics
- Reiteração De Impetração, Princípio Da Colegialidade, Condenação Por Roubo (art. 157, §2º, Inciso II, Do Código Penal), Redução De Pena, Prova Insuficiente
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Parties
ANDERSON DE OLIVEIRA CAIADO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Impetrado
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 admissibilidade de habeas corpus diante de reiteração de pedido
- 2 aplicação do princípio da colegialidade
- 3 avaliação de provas quanto à condenação
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por constituir mera reiteração de pedido anteriormente decidido (ARESP nº 2.330.389/SP), sendo esse fato óbice processual ao seu conhecimento, nos termos da jurisprudência citada.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, com pedido liminar, impetrado, de próprio punho, em favor de ANDERSON DE OLIVEIRA CAIADO, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 7 anos, 8 meses e 4 anos de reclusão, em regime fechado, como incurso no art. 157, §2º, inciso II, do Código Penal. A condenação foi mantida em grau de recurso de apelação. Neste writ, a defesa alega que não há provas para a condenação e que a pena deve ser reduzida. Requer a concessão da ordem para que seja absolvido ou reduzida a pena. A inicial foi encaminhada à Defensoria Pública da União, que se manifestou às fls. 23-24 (e-STJ). É o relatório. Decido. Da análise dos autos e conforme argumentado pela Defensoria Pública da União, o presente habeas corpus, distribuído em 10/9/2025, constitui mera reiteração dos pedidos formulados no ARESP Nº 2.330.389/SP, que foi desprovido consoante acórdão transitado e julgado em 13/3/2025, o que constitui óbice ao seu conhecimento. Nesse sentido: "PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. REITERAÇÃO DE PEDIDO. 1. Não constitui ofensa ao princípio da colegialidade a análise monocrática do pedido pelo relator, notadamente pela possibilidade de submissão da controvérsia ao colegiado, por meio da interposição de agravo regimental. 2. Não se admite a reiteração de pedido formulado em anterior impetração. 3. Agravo regimental desprovido." (RCD no HC n. 974.883/MS, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 12/3/2025, DJEN de 18/3/2025.) "AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR DO PEDIDO. PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. NÃO VIOLAÇÃO. MERA REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. AUSÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS NOVAS A JUSTIFICAR NOVA ANÁLISE. TRÁFICO DE DROGAS. INAPLICABILIDADE DA MINORANTE PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006. ELEVADA QUANTIDADE DE DROGAS E MODUS OPERANDI QUE EVIDENCIAM DEDICAÇÃO À ATIVIDADE CRIMINOSA. REGIME INICIAL FECHADO. POSSIBILIDADE. DECISÃO MONOCRÁTICA FUNDAMENTADA. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A prerrogativa do relator de decidir monocraticamente, em casos como o presente, não afronta o princípio da colegialidade, estando assegurada a apreciação da matéria pelo colegiado mediante a interposição de recurso adequado. 2. A decisão monocrática que indeferiu liminarmente o habeas corpus observou o disposto no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, considerando tratar-se de mera reiteração de pedido já analisado e decidido no HC n. 774.443/MS. 3. As razões contidas na julgado prévio revelam-se suficientes. A elevada quantidade de drogas apreendidas (345 kg de "maconha" e 6,9 kg de "cocaína") e as circunstâncias da prática delitiva evidenciam a dedicação dos agentes às atividades criminosas, inviabilizando a aplicação do redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas. 4. A fixação do regime inicial fechado encontra respaldo na gravidade concreta do delito, nos termos do art. 33, § 2º, "b", do Código Penal, e do art. 42 da Lei n. 11.343/2006. 5. Agravo regimental não provido." (AgRg no HC n. 958.774/MS, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 5/3/2025, DJEN de 10/3/2025.) Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA