HC 938275 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido porque constitui mera reiteração de pedido já apreciado em precedentes do STJ com a mesma causa de pedir, havendo decisão anterior que examinou o mérito e concluiu pela ausência de ilegalidade (afastamento do tráfico privilegiado e fundamentação para regime fechado); além disso, o...
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 August 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecimento (art. 34, Inc. Xviii, "a", Regimento Interno Do Stj)
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Reiteração De Pedido Em Habeas Corpus, Inadmissibilidade, Redução De Pena, Regime Prisional Inicial, Tráfico Privilegiado, Aditamento Da Denúncia, Nulidade Processual, Contraditório
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecimento (art. 34, Inc. Xviii, "a", Regimento Interno Do Stj)
Legal Issues
- 1 recebimento da denúncia sem justa causa
- 2 pedido de redução da pena e abrandamento do regime prisional inicial
- 3 reiteração de habeas corpus com mesma causa de pedir
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido porque constitui mera reiteração de pedido já apreciado em precedentes do STJ com a mesma causa de pedir, havendo decisão anterior que examinou o mérito e concluiu pela ausência de ilegalidade (afastamento do tráfico privilegiado e fundamentação para regime fechado); além disso, o aditamento da denúncia com juntada de laudo com observância do contraditório não gera nulidade, e o aditamento é admissível até a prolação da sentença.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO . Verifica-se que já foi apresentado o HABEAS CORPUS Nº 834726 - SP, no qual se impugnou, com as razões ora deduzidas, o recebimento da denúncia sem a presença de justa causa. Tratando-se de reiteração, inadmissível a impetração, v.g.: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ART. 33, DA LEI N. 11.343/2006, E ART. 2.º, DA LEI N. 8.072/1990. PLEITO DE REDUÇÃO DA PENA E DE ABRANDAMENTO DO REGIME PRISIONAL INICIAL. REITERAÇÃO DO PEDIDO. MATÉRIA JÁ VEICULADA, COM A MESMA CAUSA DE PEDIR, NO ARESP N. 1.222.516/MG. DECISÃO DEFINITIVA DO STJ. HIPÓTESE DE INDEFERIMENTO LIMINAR DO WRIT. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. - A defesa pretendeu, com o mandamus, que a pena definitiva do agravante fosse reduzida e que se abrandasse o seu regime prisional inicial. - O mandamus, porém, consiste em mera reiteração do pedido formulado no AREsp n. 1.222.516/MG, o qual, ademais, tinha a mesma causa de pedir. - Naquela oportunidade (julgamento do AgRg nos EDcl no AREsp n.º 1.222.516/MG) decidiu-se que "houve fundamentação concreta quando do não reconhecimento do tráfico privilegiado, consubstanciada na conclusão de que o recorrente se dedica às atividades criminosas, ante a apreensão de quantidade elevada de drogas e pelas demais circunstâncias que envolveram o delito, elementos aptos a justificar o afastamento do redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006". Outrossim, ficou decidido que, "considerando o patamar da pena definitiva que, em tese, comportaria o regime semiaberto, foi estabelecido o fechado de forma fundamentada, não havendo, portanto, ilegalidade a ser sanada.". - Em casos como o presente, a impetração deve ser inadmitida de plano, nos termos do art. 210, do RISTJ. - Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC 762.206/MG, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 23/8/2022, DJe de 26/8/2022). AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. MATÉRIA JÁ SUSCITADA EM HABEAS CORPUS IMPETRADO ANTERIORMENTE. MERA REITERAÇÃO DE PEDIDO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A simples leitura da decisão combatida deixa claro que este recurso foi interposto em favor do mesmo paciente do HC n. 746.321/SC, questiona o mesmo acórdão proferido pelo Tribunal de origem e apresenta pedido idêntico - revogação da prisão preventiva por ser incompatível com o regime fixado na sentença para início do cumprimento da pena (semiaberto). 2. A análise do decisum proferido naqueles autos evidencia que, ao contrário do afirmado neste agravo, houve exame do mérito lá suscitado, tanto que foi denegada a ordem. 3. Agravo não provido. (AgRg no RHC 166.833/SC, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 16/8/2022, DJe de 23/8/2022). Mesmo que assim não fosse, certo é que "Os prazos para aditamento da denúncia são impróprios, e o órgão acusatório pode fazê-lo até a prolação da sentença." (AgRg no RHC 152282 / DF, Relator Ministro ANTONIO SALDANHA PALHEIRO, SEXTA TURMA, Data do Julgamento 11/03/2024, Data da Publicação/Fonte DJe 14/03/2024) Dessa forma, presente hipótese de juntada de laudo mediante aditamento da denúncia realizada pela acusação, da qual se oportunizou contraditório à defesa, não há de se falar em nulidade a ser declarada. Com fundamento no art. 34, inc. XVIII, "a", do Regiment o Interno deste Superior Tribunal de Justiça, não conheço do habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA