RHC 196150 - ACORDAO
O Tema 990 do STF abrange apenas o compartilhamento espontâneo de informações pela UIF/Coaf e pela Receita Federal com órgãos de persecução penal, não autorizando a via inversa (requisição direta pelos órgãos de persecução penal) sem autorização judicial; a interpretação do art. 15 da Lei 9.613/98 corrobora essa conclusão; a solicitação direta de relatório de inteligência financeira pelo autoridade policial sem autorização judicial viola o direito à privacidade e à proteção de dados, motivo pelo qual o Relatório de Inteligência Financeira n. 68624.131.7826.10069 e as provas dele derivadas devem ser declarados nulos, sem, contudo, determinar o trancamento da ação penal.
- Parties
- Paciente: MURILLO DUARTE MARTINS BORGES; Paciente: GABRIELA REZENDE UCHÔA BORGES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Acórdão (julgamento Pela Terceira Seção Do Stj)
- Outcome
- recurso parcialmente provido
- Legal Topics
- Relatório De Inteligência Financeira, Solicitação Direta Ao COAF, Autorização Judicial Prévia, Tema 990 Da Repercussão Geral, Art. 15 Da Lei Nº 9.613/1998, Nulidade De Provas Derivadas
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
MURILLO DUARTE MARTINS BORGES
Paciente
GABRIELA REZENDE UCHÔA BORGES
Paciente
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Acórdão (julgamento Pela Terceira Seção Do Stj)
Legal Issues
- 1 possibilidade de solicitação direta de relatórios de inteligência financeira por órgãos de persecução penal sem autorização judicial
- 2 interpretação do art. 15 da Lei n. 9.613/1998
- 3 alcance do Tema 990 da repercussão geral do STF
Ratio Decidendi
O Tema 990 do STF abrange apenas o compartilhamento espontâneo de informações pela UIF/Coaf e pela Receita Federal com órgãos de persecução penal, não autorizando a via inversa (requisição direta pelos órgãos de persecução penal) sem autorização judicial; a interpretação do art. 15 da Lei 9.613/98 corrobora essa conclusão; a solicitação direta de relatório de inteligência financeira pelo autoridade policial sem autorização judicial viola o direito à privacidade e à proteção de dados, motivo pelo qual o Relatório de Inteligência Financeira n. 68624.131.7826.10069 e as provas dele derivadas devem ser declarados nulos, sem, contudo, determinar o trancamento da ação penal.
Court Disposition
recurso parcialmente provido
Orders
- Declarar a nulidade do Relatório de Inteligência Financeira n. 68624.131.7826.10069 e das provas dele derivadas
- Não determinar o trancamento da ação penal correspondente
Full Case Text
Judgment text and source record
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