HC 958742 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por constituir mera reiteração de pedidos já apreciados em HC n. 911.809/SP e por não se verificar flagrante ilegalidade apta a autorizar o reexame no STJ; assim, mantém-se o não conhecimento do writ.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: VALDIVINO CARVALHO DE OLIVEIRA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 November 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Remição Da Pena, Aprovação No Encceja (ensino Fundamental), Repetição De Pedidos Em Habeas Corpus, Bis in Idem
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
VALDIVINO CARVALHO DE OLIVEIRA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Se cabe remição da pena pela aprovação no Encceja (Ensino Fundamental)
- 2 Se o STJ poderia reapreciar matéria já solucionada em HC n. 911.809/SP sem recurso da defesa
- 3 Se a reiteração de pedidos impede o conhecimento do habeas corpus
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por constituir mera reiteração de pedidos já apreciados em HC n. 911.809/SP e por não se verificar flagrante ilegalidade apta a autorizar o reexame no STJ; assim, mantém-se o não conhecimento do writ.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Cientifique-se o MPF desta decisão.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de VALDIVINO CARVALHO DE OLIVEIRA, em que aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (agravo de execução penal nº 0005401-10.2024.8.26.0496). Consta dos autos que o Tribunal de origem negou provimento ao agravo em execução penal interposto pela defesa, para manter o indeferimento da remição da pena que havia sido realizado pelo juízo da execução, em razão do bis in idem. No presente writ, a defesa sustenta que a negativa de remição consubstancia constrangimento ilegal. Alega, nesse sentido, que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça admite a possibilidade de remição da pena aos condenados aprovados no Encceja (Ensino Fundamental). Assere que o paciente concluiu o ensino fundamental no interior do estabelecimento penal porque realizou estudos por conta própria, logrando, com isso, aprovação no Encceja (Ensino Fundamental). Aduz que a interpretação in bonam partem do artigo 126 da Lei das Execuções Penais tem como objetivo efetivar o instituto da remição da pena por aproveitamento do estudo para abreviar o cumprimento da pena, bem como para incentivar o estudo e a readaptação ao convívio social dos reeducandos. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja reconhecida a remição de penas ao paciente pela aprovação no exame de Ensino Fundamental/2023, com a retificação imediata dos cálculos de pena. É o relatório. DECIDO. A controvérsia consiste em saber se a defesa poderia, neste STJ, pedir a reapreciação da matéria antes solucionada em seu mérito nos autos do HC n. 911.809/SP, em 8/5/2024, sem recurso da defesa. Não obstante o ato coator na impetração conexa seja outro (o agravo em execução nº 0000711-35.2024.8.26.0496), houve aqui, tal qual também reconhecido no acórdão ora atacado, a repetição de temas anteriormente já invocados na mesma Corte. Diante desse cenário, sobre a impossibilidade de conhecimento de habeas corpus, ou de seu recurso ordinário, quando configurada a reiteração de pedidos, o seguinte julgado deste STJ: No presente caso, não constatada nenhuma flagrante ilegalidade, tem-se que o presente recurso ordinário em habeas corpus não passou de mera reiteração de pedidos no HC n. 719.739/GO, inclusive, impetrado com os mesmos argumentos em geral e em face do mesmo v. acórdão de origem (HC n. 5449889-09.2021.8.09.0000). Assente nesta eg. Corte que "Não se conhece de habeas corpus que objetiva mera reiteração de pedido analisado em recurso anteriormente interposto" (AgRg no HC n. 403.778/CE, Sexta Turma, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, DJe de 10/8/2017) (AgRg no RHC n. 161.259/GO, Quinta Turma, de minha relatoria, DJe de 14/3/2023). Corroborando: AgRg no HC 478.216/RJ, Quinta Turma, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe de 19/2/2019; AgRg no RHC 106.171/RJ, Sexta Turma, Rel. Min. Antônio Saldanha Palheiro, DJe de 1º/3/2019; e AgRg no AREsp n. 2.355.597/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe de 14/8/2023. Trata-se de hipótese, inclusive, que ocorre até mesmo quando a repetição de pedidos é realizada contra acórdãos diferentes ou em tipos de recursos e ações diversos (AgRg no RHC n. 156.181/MS, Sexta Turma, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, DJe de 24/2/2022; e EDcl no AgRg nos EDcl nos EDcl no AREsp n. 2.2 49.797/SE, Quinta Turma, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe de 30/6/2023). Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Cientifique-se o MPF desta decisão. Publique-se. Intimem-se. EMENTA