HC 700692 - DECISAO
O relator verificou que o pedido formulado é mera reiteração do HC n. 698.408/MG, já decidido por esta Corte, razão pela qual não conheceu do habeas corpus.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: TULIO VIEIRA RODRIGUES; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 October 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus.
- Legal Topics
- Remição Ficta, Habeas Corpus, Pandemia (covid 19), Suspensão De Atividades De Trabalho E Estudo
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
TULIO VIEIRA RODRIGUES
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Possibilidade de reconhecimento de remição ficta pelo período de suspensão de trabalho e estudo em razão da pandemia de COVID-19
- 2 Reiteração de habeas corpus anteriormente decidido (preclusão/conexidade)
Ratio Decidendi
O relator verificou que o pedido formulado é mera reiteração do HC n. 698.408/MG, já decidido por esta Corte, razão pela qual não conheceu do habeas corpus.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de TULIO VIEIRA RODRIGUES apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (Agravo em Execução Penal n. 1.0000.21.088940-8/001). Consta dos autos que o paciente teve indeferido pelo Juízo da execução a remição ficta, em virtude da suspensão das atividades de trabalho interno e de estudo, decorrente da medidas adotadas para evitar a propagação do coronavírus. Inconformada, a defesa interpôs agravo em execução, tendo sido orecursodesprovido pela Corte de origem, em acórdão assim ementado (e-STJ fl. 304): AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL - REEDUCANDO EM CUMPRIMENTO DE PENA NO REGIME SEMIABERTO - CONCESSÃO DA REMIÇÃO FICTA- IMPOSSIBILIDADE - PANDEMIA PROVOCADA PELO CORONAVÍRUS. - Incabível a aplicação do benefício previsto no artigo 126, §4º, LEP, pois, a benesse se restringe a uma excepcional circunstância, intrínseca à atividade laboral. Na presenteimpetração, a defesa alega que, "em julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade referentes à Medida Provisória 927/2020, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a possibilidade de a contaminação pelo COVID-19 ser considerada acidente de trabalho, emconcordância com a interpretação que deve ser utilizada no artigo 126, §4º, da Lei de Execuções Penais" e, ainda, que,"embora não nomeie a questão como remição ficta, o Superior Tribunal de Justiça declarou como pena cumprida o período de perduração da suspensão das atividades de comparecimento em juízo e cumprimento de medidas restritivas"(e-STJ fl. 11). Assim, requer(e-STJ fl. 13): a) Liminarmente, determinar a suspensão dos efeitos da decisão impugnada, até o julgamento de mérito desta impetração; b) Meritoriamente, determinar o cômputo do período de suspensão do trabalho interno e do estudo como pena cumprida, com a declaração da circunstância de força maior decorrente da pandemia do COVID-19 e nos termos dos atos normativos do CNJ, CNMP e TJMG e a invalidação das decisões impugnadas e os reflexos delas decorrentes. É, em síntese, o relatório. Decido. Verifico que o pleito ora veiculado já foi objeto do HC n. 698.408/MG, impetrado nesta Corte e também atribuído a este relator, tendo sido indeferida a liminar em 5/10/2021. Desse modo, constata-se que o presente habeas corpus é mera reiteração do HC n. 698.408/MG. Ante o exposto,não conheçodo habeas corpus. Publique-se. Intimem-se.