AREsp 405622 - DECISAO
O STJ entendeu que, em contrato de seguro de vida em grupo, prevalece a temporariedade e o regime de mutualismo, de modo que a cláusula que confere a ambas as partes a faculdade de não renovar a apólice, mediante prévia notificação, não é, em princípio, abusiva. A Corte concluiu que o Art. 5º, IV, da Lei 9.514/97...
Source-derived case information.
- Parties
- Autora: Focus Companhia Securitizadora de Créditos Imobiliários; Ré: Companhia Excelsior de Seguros
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 March 2021
- Procedural Posture
- Agravo De Instrumento E Recurso Especial / Decisão De Provimento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- conhecido e provido o agravo; conhecido e provido o recurso especial; pedido inicial julgado improcedente; ônus da sucumbência invertidos
- Legal Topics
- Renovação De Apólice De Seguro De Vida Em Grupo, Obrigatoriedade De Seguro Habitacional (lei 9.514/1997), Legalidade De Cláusula De Não Renovação, Mutualismo Das Obrigações, Autonomia Da Vontade, Súmulas E Admissibilidade Do Recurso Especial
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Focus Companhia Securitizadora de Créditos Imobiliários
Autora
Companhia Excelsior de Seguros
Ré
Procedural Posture
Agravo De Instrumento E Recurso Especial / Decisão De Provimento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Se a cláusula contratual que permite a não renovação unilateral de apólice de seguro de vida em grupo é ilegal quando o seguro é obrigatório por força do Art. 5º, IV, da Lei 9.514/97
- 2 Se a obrigação legal de contratar seguro habitacional imposta aos tomadores de financiamento transfere às seguradoras obrigação de manter cobertura enquanto perdurar o financiamento
- 3 Se o entendimento da corte de origem contraria precedentes desta Corte, especialmente REsp 880.605/RN
Ratio Decidendi
O STJ entendeu que, em contrato de seguro de vida em grupo, prevalece a temporariedade e o regime de mutualismo, de modo que a cláusula que confere a ambas as partes a faculdade de não renovar a apólice, mediante prévia notificação, não é, em princípio, abusiva. A Corte concluiu que o Art. 5º, IV, da Lei 9.514/97 impõe obrigação de contratação aos tomadores de financiamento, e não impõe obrigação vitalícia às seguradoras; assim, a interpretação da corte de origem que declarou ilegal a cláusula 24 por impor resilição unilateral às seguradoras foi afastada e o recurso especial provido para julgar improcedente o pedido inicial.
Court Disposition
conhecido e provido o agravo; conhecido e provido o recurso especial; pedido inicial julgado improcedente; ônus da sucumbência invertidos
Orders
- Conheço do agravo e dou-lhe provimento para examinar o recurso especial.
- Conheço e dou provimento ao recurso especial para julgar improcedente o pedido inicial.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment