REsp 1714732 - DECISAO
O recurso extraordinário não foi admitido porque o acórdão recorrido está suficientemente fundamentado nos termos do Tema 339/STF (art. 93, IX, CF); a manifestação do Ministério Público em segunda instância atua como custos legis e não impõe nova intimação para contraditório; a absolvição penal registrada nos autos...
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- Parties
- Recorrente: JORGE BARBOSA; Recorrido: Superior Tribunal de Justiça
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 November 2021
- Procedural Posture
- Recurso Extraordinário / Não Admitido / Seguimento Negado
- Outcome
- seguimento negado; recurso extraordinário não admitido
- Legal Topics
- Repercussão Geral, Motivação Das Decisões, Contraditório E Ampla Defesa, Admissibilidade De Recurso Extraordinário, Súmula 7/stj, Atos De Improbidade Dosimetria Das Sanções
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Parties
JORGE BARBOSA
Recorrente
Superior Tribunal de Justiça
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Extraordinário / Não Admitido / Seguimento Negado
Legal Issues
- 1 ofensa ao art. 93, IX, da CF quanto à fundamentação do acórdão
- 2 necessidade de intimação da defesa após manifestação do Ministério Público como custos legis
- 3 efeito da absolvição penal na esfera cível
Ratio Decidendi
O recurso extraordinário não foi admitido porque o acórdão recorrido está suficientemente fundamentado nos termos do Tema 339/STF (art. 93, IX, CF); a manifestação do Ministério Público em segunda instância atua como custos legis e não impõe nova intimação para contraditório; a absolvição penal registrada nos autos foi por insuficiência de provas e, portanto, não afasta a possibilidade de responsabilização cível; e a pretensão de revisão da dosimetria das sanções implicaria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7/STJ, não se demonstrando hipótese excepcional de desproporcionalidade.
Court Disposition
seguimento negado; recurso extraordinário não admitido
Orders
- Nega-se seguimento ao recurso extraordinário quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal
- Não se admite o recurso extraordinário quanto à alegação de violação do art. 127, § 1º, combinado com o art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso extraordinário interposto por JORGE BARBOSA, com fundamento no art. 102, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão deste Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (e-STJ fls. 2.647/2.648): PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC/1973. NÃO OCORRÊNCIA. PARECER MINISTERIAL OFERTADO NO TRIBUNAL DE ORIGEM NO PROCESSAMENTO DE APELAÇÃO. ATUAÇÃO COMO CUSTOS LEGIS. CONTRADITÓRIO. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. ABSOLVIÇÃO CRIMINAL POR INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO NA ESFERA CÍVEL. REVISÃO DAS SANÇÕES IMPOSTAS. PRINCÍPIOS DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. VERIFICAÇÃO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. PRECEDENTES. 1. Afasta-se a alegada violação do artigo 535, I e II, do CPC/1973, porquanto o acórdão recorrido manifestou-se de maneira clara e fundamentada a respeito das questões relevantes para a solução da controvérsia, apenas não adotando as razões do recorrente, o que não configura violação do dispositivo invocado. A tutela jurisdicional foi prestada de forma eficaz, não havendo razão para a anulação do acórdão proferido em sede de embargos de declaração. 2. Esta Corte possui entendimento no sentido de que "não há se reconhecer ilegalidade alguma na manifestação do Ministério Público, por meio de parecer ofertado em segundo grau de jurisdição. Nesta fase, ainda que o recurso seja exclusivo da defesa, o órgão ministerial atua como fiscal da lei - custos legis -, e não como parte da relação processual. É por este motivo que a ausência de posterior intimação do recorrente para se manifestar sobre o conteúdo do parecer ofertado não acarreta qualquer ofensa ao princípio do contraditório e paridade de armas". Precedente: AgRg no AREsp 513160/PE, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 13/6/2018. 3. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a absolvição na esferapenal só influencia no âmbito cível se ficar comprovada naquela instância a não ocorrência do fato ou a negativa da sua autoria. Na hipótese, infere-se dos autos que o Tribunal de origem, em sede de apelação, consignou, expressamente, que a absolvição dera-se por insuficiência de provas para a condenação, de modo que a alteração dos fundamentos do acórdão a quo encontra óbice na Súmula 7/STJ. 4. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que a revisão da dosimetria das sanções aplicadas em ações de improbidade administrativa implica reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que esbarra na Súmula 7/STJ, salvo em casos excepcionais, nos quais da leitura do acórdão exsurgir a desproporcionalidade entre o ato praticado e as sanções aplicadas, o que não é o caso dos autos. Precedentes: AgInt no REsp 1.488.093/MG, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Primeira Turma, Dje 17/3/2017; REsp 1.44.5348/CE, Rel. Min. Sergio Kukina, Primeira Turma, DJe 11/5/2016; AgRg no REsp 1.307.843/PR, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 10/8/2016. 5. Agravo interno não provido. Os embargos de declaração opostos na sequência foram rejeitados (e-STJ fls. 2.710/2.714 e 2.743/2.746). Sustenta o recorrente a existência de repercussão geral e violação dos arts. 5º, LIV e LV; 93, IX e 127, § 1º, todos da Constituição Federal. Questiona a manifestação por último por parte do Ministério Público no julgamento do recurso de apelação perante o Tribunal de origem, alegando, para tanto, que "inconteste, que a manifestação da Procuradoria Geral de Justiça no caso em enfoque, não foi como mero fiscal da lei, mas sim como parte, especialmente se tratando de ação de improbidade ( pública incondicionada), que se aproxima da ação penal em diversos aspectos e princípios, detendo ainda, penas até mais severas e drásticas de que muitas ações penais, incidindo, pois, a doutrina supra invocada." (e-STJ fl. 2.759). Acrescenta que "em sede do questionado recurso de apelação, deveria obrigatoriamente ter sido assegurado a manifestação por último do recorrente, lá apelado, o que inocorreu, e ofendeu o seu direito a ampla defesa e contraditório, consubstanciado na regra clara e cogente dos incisos LIV e LV do art. 5º da CF, como de rigor." (e-STJ fl. 2.759). Afirma que esta Corte deixou de analisar importante tema trazido pela defesa "consistente na alegação de desproporcionalidade da sanção da perda da função pública do recorrente de Delegado da Polícia Civil, diante das peculiaridades apresentadas."(e-STJ fl. 2.764), acarretando em negativa de prestação jurisdicional. Requer, ao final, a admissão do recurso e sua remessa ao Supremo Tribunal Federal. As contrarrazões foram apresentadas às fls. É o relatório. Ao interpretar o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, para que uma decisão judicial seja considerada motivada, não se exige o exame pormenorizado de cada alegação ou prova trazida pelas partes, tampouco que sejam corretos os seus fundamentos. Nesse sentido é o Tema 339/STF, segundo o qual "o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão" (QO no Ag n.791.292/PE). Confira-se, por oportuno, a ementa do acórdão: Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O a rt. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral. (AI 791.292 QO-RG, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, julgado em 23/06/2010, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-149 DIVULG 12-08-2010 PUBLIC 13-08-2010 EMENT VOL-02410-06 PP-01289 RDECTRAB v. 18, n. 203, 2011, pp. 113-118.) Na espécie, da leitura do julgado questionado, constata-se que foram declinadas as razões pelas quais negou-se provimento ao agravo interno, valendo destacar o seguinte excerto(e-STJ fls. 2.651/2.654): "Com efeito, em relação a atuação do Ministério Publico em segundo grau, esta Corte possui entendimento no sentido de que "não há se reconhecer ilegalidade alguma na manifestação do Ministério Público, por meio de parecer ofertado em segundo grau de jurisdição. Nesta fase, ainda que o recurso seja exclusivo da defesa, o órgão ministerial atua como fiscal da lei - custos legis -, e não como parte da relação processual. É por este motivo que a ausência de posterior intimação do recorrente para se manifestar sobre o conteúdo do parecer ofertado não acarreta qualquer ofensa ao princípio do contraditório e paridade de armas". Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 182/STJ. APLICAÇÃO POR ANALOGIA. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. PARECER MINISTERIAL OFERTADO NO TRIBUNAL DE ORIGEM NO PROCESSAMENTO DE APELAÇÃO DA DEFESA. ATUAÇÃO COMO CUSTOS LEGIS. CONTRADITÓRIO. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES DESTA CORTE SUPERIOR E DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. .. 4. Não há se reconhecer ilegalidade alguma na manifestação do Ministério Público, por meio de parecer ofertado em segundo grau de jurisdição. Nesta fase, ainda que o recurso seja exclusivo da defesa, o órgão ministerial atua como fiscal da lei - custos legis -, e não como parte da relação processual. É por este motivo que a ausência de posterior intimação do recorrente para se manifestar sobre o conteúdo do parecer ofertado não acarreta qualquer ofensa ao princípio do contraditório e paridade de armas. Precedentes.5. Agravo regimental desprovido (AgRg no AREsp 513160/PE, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, Dje 13/6/2018, grifo nosso). No que pertine a alegação do recorrente de que foi absolvido no processo penal por inexistência de autoria, consigno que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a absolvição na esfera penal só influencia no âmbito cível se ficar comprovada naquela instância a não ocorrência do fato ou a negativa da sua autoria. Nesse sentido (com grifos nossos): .. Assim, não obstante o recorrente afirmar que fora absolvido diante do reconhecimento da negativa de autoria, infere-se dos autos que o Tribunal de origem, em sede de apelação, consignou, expressamente, que a absolvição dera-se por insuficiência de provas para a condenação, de modo que a alteração dos fundamentos do acórdão a quo encontra óbice na Súmula 7/STJ. Por fim, no tocante a aplicação das sanções em decorrência do ato improbo, assim se manifestou a Corte de origem (e-STJ fls. 2.178-2.179): .. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que a revisão da dosimetria das sanções aplicadas em ações de improbidade administrativa implica reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que esbarra na Súmula 7/STJ, salvo em casos excepcionais, nos quais da leitura do acórdão exsurgir a desproporcionalidade entre o ato praticado e as sanções aplicadas, o que não é o caso dos autos. Nesse sentido:" .. Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno.É como voto. Conclui-se, portanto, que o acórdão encontra-se em consonância com a jurisprudência fixada pela Suprema Corte em repercussão geral, no Tema 339/STF. Nesse sentido: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. (..) FUNDAMENTAÇÃO SUFICIENTE. QUESTÃO DE ORDEM NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 791.292 - TEMA 339. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (..) 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que cumpre a regra do art. 93, IX, da CF a decisão judicial que seja fundamentada, ainda que de modo sucinto, sendo desnecessário o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas dos autos (AI 791.292 - Tema 339 da sistemática da repercussão geral). (..) 7. Agravo a que se nega provimento. (Rcl 41510 ED, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 18/08/2020, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-218 DIVULG 31-08-2020 PUBLIC 01-09-2020.) No mesmo diapasão: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. TEMA 339 DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECORRIDA EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 2. Decisão recorrida em conformidade com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Na forma do art. 1.021, §§ 4º e 5º, do Código de Processo Civil de 2015, em caso de votação unânime, fica condenado o agravante a pagar ao agravado multa de um por cento do valor atualizado da causa, cujo depósito prévio passa a ser condição para a interposição de qualquer outro recurso (à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que farão o pagamento ao final). (ARE 1266033 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 05/08/2020, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-204 DIVULG 14-08-2020 PUBLIC 17-08-2020.) Ademais, compulsando-se os autos, verifica-se que o presente reclamofoi interposto contra acórdão desta Corte Superior de Justiça que concluiu quenão haveriaque se reconhecerilegalidade na manifestação do Ministério Público, por meio de parecer ofertado em segundo grau de jurisdição, sem posterior intimação da defesa para contraditar o conteúdo do parecer. E, ao assim decidir, constata-se que este Sodalício acompanhou a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que é firme no sentido de que não há contraditório a ser assegurado após a manifestação do Ministério Público como fiscal da lei. A propósito: EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Ofensa reflexa à Constituição. Precedentes. Ausência de oportunidade de manifestação após atuação do Ministério Público como custos legis. Alegada violação dos princípios da isonomia processual e do devido processo legal. Negativa de prestação jurisdicional (CF, art. 93, IX). Não ocorrência. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. O exame de legislação infraconstitucional é inadmissível em recurso extraordinário, por configurar ofensa reflexa à Constituição. 2. É da jurisprudência da Corte o entendimento de que, quanto aos princípios do contraditório, da isonomia e da ampla defesa, é de se relevar que, após a manifestação do Ministério Público, como fiscal da lei, não há contraditório a ser assegurado (HC nº 81.436/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Néri da Silveira, DJ 22/2/02). 3. Ausência de violação do art. 93, inciso IX, pois a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do ora agravante. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (ARE 1014521 AgR, Relator(a): DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 06/10/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-247 DIVULG 26-10-2017 PUBLIC 27-10-2017) Desse modo, estando o acórdão recorrido no mesmo sentido da jurisprudência firmada pela Corte Suprema, é impossível a admissão desta insurgência. Ante o exposto, com fundamento no art. 1.030, inciso I, alínea "a", do Código de Processo Civil, nega-se seguimento ao recurso extraordinário quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal e, nos termos do art. 1.030, inciso V, do Código de Processo Civil, não se admite o recurso extraordinário no tocante à alegação de violação doart. 127, § 1º, combinado com oart. 5º, LIV e LV, da Carta Magna. Publique-se. Intimem-se. EMENTA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. NÃO OCORRÊNCIA. TEMA 339/STF. SEGUIMENTO NEGADO.VIOLAÇÃO DO ART. 127, § 1º C/C ART. 5º, LIV e LV, DA CARTA MAGNA.ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO NÃO ADMITIDO.