AREsp 2572515 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão anterior e determinou-se a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do ARE n. 1.487.739/PE (Tema 1.308) pelo Supremo Tribunal Federal; após a publicação do julgamento, em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, o tribunal de origem deverá:...
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- Parties
- Agravante: ESTADO DE PERNAMBUCO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Juízo De Retratação
- Outcome
- RECONSIDERAR a decisão e DETERMINAR a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do ARE n. 1.487.739/PE (Tema 1.308) pelo STF; após publicação, observar art. 1.040 do CPC/2015: negar seguimento se coincidir com a orientação da Suprema Corte ou proceder ao juízo de...
- Legal Topics
- Repercussão Geral, Tema 1.308, Súmula 284 Do STF, Piso Salarial Do Magistério, Sobrestamento, Juízo De Retratação, Arts. 1.037, 1.039 E 1.040 Do Cpc/2015, Unirrecorribilidade
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Parties
ESTADO DE PERNAMBUCO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Juízo De Retratação
Legal Issues
- 1 Incidência do piso salarial para os profissionais do magistério público da educação básica aos servidores contratados temporariamente
- 2 Aplicação da sistemática de repercussão geral (Tema 1.308) e necessidade de sobrestamento dos recursos que tratam da mesma controvérsia
- 3 Aplicação dos arts. 1.037, 1.039 e 1.040 do CPC/2015 para suspensão nacional e juízo de retratação/juízo de conformação
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão anterior e determinou-se a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do ARE n. 1.487.739/PE (Tema 1.308) pelo Supremo Tribunal Federal; após a publicação do julgamento, em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, o tribunal de origem deverá: a) negar seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação da Suprema Corte; ou b) proceder ao juízo de retratação se o acórdão divergir da decisão sobre o tema em repercussão geral.
Court Disposition
RECONSIDERAR a decisão e DETERMINAR a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do ARE n. 1.487.739/PE (Tema 1.308) pelo STF; após publicação, observar art. 1.040 do CPC/2015: negar seguimento se coincidir com a orientação da Suprema Corte ou proceder ao juízo de...
Orders
- Reconsiderar a decisão de e-STJ fls. 235/237.
- Determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que fiquem sobrestados aguardando o julgamento do ARE n. 1.487.739/PE (Tema 1.308) pelo Supremo Tribunal Federal.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DE PERNAMBUCO contra decisão da Presidência desta Corte, proferida às e-STJ fls. 235/237, em que se conheceu do agravo para não se conhecer do recurso especial, considerando a incidência da Súmula 284 do STF. A parte agravante alega, em síntese, que "as razões do recurso especial reproduzem na integra os dispositivos da legislação federal violados" (e-STJ fl. 245), de modo que não se aplica, no caso, a Súmula 284 do STF. Acrescenta que se faz "necessária a suspensão, a nível nacional, de todos os processos que versem sobre o tema, nos termos do art. 1.037, II, do CPC, o que, por óbvio, inclui o presente" (e-STJ fl. 250), tendo em vista que o TJPE afetou a matéria discutida nos presentes autos, determinando a suspensão dos feitos em seu âmbito, encaminhando os autos a esta Corte Superior. Sem impugnação (e-STJ fl. 257). Passo a decidir. Exerço o juízo de retratação, passando a nova análise da insurgência. O STF, considerando o tema relativo à "incidência do piso salarial para os profissionais do magistério público da educação básica aos servidores contratados temporariamente", afetou à sistemática da repercussão geral o Tema 1.308, nos seguintes termos: "saber se o profissional da educação escolar pública contratado em regime temporário tem direito à complementação de remuneração do piso salarial para os profissionais do magistério público da educação básica" (ARE n. 1.487.739/PE). Encontrando-se o tema afetado à sistemática da repercussão geral, esta Corte orienta que os recursos que tratam da mesma controvérsia devem aguardar o julgamento do paradigma representativo sobrestados no Tribunal de origem, viabilizando, assim, o juízo de conformação, hoje disciplinado pelos arts. 1.039 e 1.040 do CPC/2015. Confiram-se as seguintes decisões monocráticas no mesmo viés: AgInt nos EDcl no Ag 1.432.709/ES, Relator Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Primeira Turma, DJe 18/12/2018; REsp 1.770.141/RJ, Relatora Ministra REGINA HELENA COSTA, Primeira Turma, DJe 18/10/2018. Somente depois de realizada essa providência, que representa o exaurimento da instância ordinária, é que o recurso especial deverá ser encaminhado a esta Corte Superior, para que aqui possam ser analisadas as questões jurídicas nele suscitadas e que não ficaram prejudicadas pelo novo pronunciamento do Tribunal a quo. Registre-se que essa medida visa evitar também o desmembramento do apelo especial e, em consequência, eventual ofensa ao princípio da unirrecorribilidade ou unicidade recursal. Ante o exposto, RECONSIDERO a decisão de e-STJ fls. 235/237 e DETERMINO a DEVOLUÇÃO dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que lá fiquem sobrestados aguardando o julgamento do ARE n. 1.487.739/PE (Tema 1.308) pelo Supremo Tribunal Federal e, após sua publicação, em observância ao art. 1.040 do CPC/2015: a) negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pela Suprema Corte; ou b) proceda ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema posto em repercussão geral. Publique-se. Intimem-se. EMENTA