EAREsp 600663 - ACORDAO
A Corte fixou a tese de que a repetição em dobro prevista no parágrafo único do art. 42 do CDC é cabível quando a cobrança indevida consubstanciar conduta contrária à boa-fé objetiva, ocorrendo independentemente da natureza do elemento volitivo; adotou-se também modulação parcial dos efeitos, aplicando a nova interpretação aos indébitos decorrentes de contratos privados cobrados após a publicação do acórdão, e determinou-se a devolução em dobro no caso concreto em que o acórdão recorrido exigira má-fé.
- Parties
- Embargante: Mariza Cleuza Flores do Santos
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 March 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Divergência / Julgamento Na Corte Especial
- Outcome
- Embargos de Divergência providos
- Legal Topics
- Repetição De Indébito, Devolução Em Dobro, Art. 42, Parágrafo Único, Do CDC, Boa Fé Objetiva, Modulação De Efeitos (art. 927, § 3º, Cpc/2015)
Case Brief
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Parties
Mariza Cleuza Flores do Santos
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Divergência / Julgamento Na Corte Especial
Legal Issues
- 1 Necessidade de comprovação de má-fé para a devolução em dobro prevista no art. 42, parágrafo único, do CDC
- 2 Interpretação do conceito de 'engano justificável'
- 3 Prevalência da boa-fé objetiva e vulnerabilidade do consumidor sobre o critério do elemento volitivo (dolo/culpa)
Ratio Decidendi
A Corte fixou a tese de que a repetição em dobro prevista no parágrafo único do art. 42 do CDC é cabível quando a cobrança indevida consubstanciar conduta contrária à boa-fé objetiva, ocorrendo independentemente da natureza do elemento volitivo; adotou-se também modulação parcial dos efeitos, aplicando a nova interpretação aos indébitos decorrentes de contratos privados cobrados após a publicação do acórdão, e determinou-se a devolução em dobro no caso concreto em que o acórdão recorrido exigira má-fé.
Court Disposition
Embargos de Divergência providos
Orders
- Fixar a tese: a repetição em dobro do indébito prevista no parágrafo único do art. 42 do CDC é cabível quando a cobrança indevida consubstanciar conduta contrária à boa-fé objetiva, independentemente da natureza do elemento volitivo.
- Modular efeitos: o entendimento firmado aplica-se aos indébitos não decorrentes de prestação de serviço público cobrados após a data de publicação do acórdão.
Full Case Text
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