AREsp 1141292 - DECISAO
Seguiu-se o entendimento da Corte Especial de que a ação de repetição de indébito por cobrança indevida de serviços de telefonia aplica-se o prazo prescricional decenal previsto no art. 205 do Código Civil (analogia à Súmula 412/STJ) e que a restituição em dobro prevista no parágrafo único do art. 42 do CDC independe da demonstração de má-fé, bastando que a cobrança consubstancie conduta contrária à boa-fé objetiva, com modulação dos efeitos relativamente às cobranças não decorrentes de serviço público, aplicável a valores pagos após a publicação do acórdão; ainda, por ausência de prequestionamento, não se conheceu das alegadas violações aos arts. 396, 399 e 524, §4º, do CPC.
- Parties
- Agravante: RENALDO UGGERI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Provimento Parcial Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para conhecer em parte do recurso especial e, nessa extensão, dar-lhe provimento
- Legal Topics
- Repetição De Indébito, Prescrição Decenal, Art. 42 CDC Restituição Em Dobro, Modulação De Efeitos, Prequestionamento
Case Brief
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Parties
RENALDO UGGERI
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Provimento Parcial Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Prazo prescricional aplicável à ação de repetição de indébito por cobrança indevida de serviços de telefonia (art. 205 CC vs. art. 206, §3º, IV, CC)
- 2 Aplicabilidade do parágrafo único do art. 42 do CDC e exigência ou não de demonstração de má-fé
- 3 Prequestionamento sobre os arts. 396, 399 e 524, §4º, do CPC e incidência das Súmulas 282 e 356 do STF por analogia
Ratio Decidendi
Seguiu-se o entendimento da Corte Especial de que a ação de repetição de indébito por cobrança indevida de serviços de telefonia aplica-se o prazo prescricional decenal previsto no art. 205 do Código Civil (analogia à Súmula 412/STJ) e que a restituição em dobro prevista no parágrafo único do art. 42 do CDC independe da demonstração de má-fé, bastando que a cobrança consubstancie conduta contrária à boa-fé objetiva, com modulação dos efeitos relativamente às cobranças não decorrentes de serviço público, aplicável a valores pagos após a publicação do acórdão; ainda, por ausência de prequestionamento, não se conheceu das alegadas violações aos arts. 396, 399 e 524, §4º, do CPC.
Court Disposition
Conheço do agravo para conhecer em parte do recurso especial e, nessa extensão, dar-lhe provimento
Orders
- Intimem-se.
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