AREsp 1930789 - ACORDAO

AREsp 1930789 - ACORDAO

O agravo interno foi negado provimento porque a revisão do percentual de retenção e a alteração da conclusão sobre a devolução das arras exigiriam revolvimento de matéria fático-probatória e interpretação de cláusulas contratuais, óbices das Súmulas 5 e 7 do STJ; o recurso especial foi considerado defeituoso por não indicar quais dispositivos legais teriam sido violados, atraindo a aplicação, por analogia, da Súmula 284/STF; e, embora a jurisprudência afirme que não cabe taxa de fruição em imóvel não edificado, a manutenção da cobrança neste caso foi determinada para não incorrer no princípio da non reformatio in pejus.

Parties
Agravante: AGROSETA AGROPECUÁRIA SEBASTIÃO TAVARES LTDA.
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
05 June 2024
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Decisão De Negar Provimento
Outcome
Agravo interno não provido
Legal Topics
Rescisão Contratual, Compra E Venda De Imóvel, Retenção De Valores, Arras, Taxa De Fruição, Princípio Da Causalidade, Non Reformatio in Pejus, Súmulas

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 5 Authorities cited 15 Party arguments 1 Amounts and remedies 3
Sign in to unlock

Parties

AGROSETA AGROPECUÁRIA SEBASTIÃO TAVARES LTDA.

Agravante

Procedural Posture

Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Decisão De Negar Provimento

  1. 1 Limites razoáveis da retenção de valores pagos em caso de rescisão (entre 10% e 25%)
  2. 2 Impedimento ao reexame de questões fático-probatórias e cláusulas contratuais pelas Súmulas 5 e 7/STJ
  3. 3 Deficiência de fundamentação do recurso por ausência de indicação do dispositivo legal supostamente violado (aplicação da Súmula 284/STF)

Ratio Decidendi

O agravo interno foi negado provimento porque a revisão do percentual de retenção e a alteração da conclusão sobre a devolução das arras exigiriam revolvimento de matéria fático-probatória e interpretação de cláusulas contratuais, óbices das Súmulas 5 e 7 do STJ; o recurso especial foi considerado defeituoso por não indicar quais dispositivos legais teriam sido violados, atraindo a aplicação, por analogia, da Súmula 284/STF; e, embora a jurisprudência afirme que não cabe taxa de fruição em imóvel não edificado, a manutenção da cobrança neste caso foi determinada para não incorrer no princípio da non reformatio in pejus.

Court Disposition

Agravo interno não provido

Orders

  • Negar provimento ao agravo interno.
  • Manter a cobrança da taxa de fruição nos termos fixados pela instância de origem.