REsp 2170494 - DECISAO
O Tribunal verificou que o acórdão recorrido apreciou adequadamente as questões suscitadas, concluiu que a entrega das chaves sem registro não constitui adimplemento, que a recorrente assumiu o risco ao vender unidades antes da regularização do empreendimento e que o atraso não se deveu a caso fortuito externo; como a análise de fatos é privativa do tribunal de origem, não se admite reexame no recurso especial, e a falta de indicação do dispositivo para demonstrar dissídio jurisprudencial impede provimento pela alínea 'c'; assim, conheceu-se em parte do recurso e negou-se provimento na parte conhecida.
- Parties
- Recorrente: Recorrente; Recorrente/compromissária Vendedora: Cima (incorporação e construção); Adquirentes/autores: Adquirentes; Compromissária Vendedora: Compromissária Vendedora; Autor Da Ação Civil Pública: Ministério Público do Estado de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 November 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e, na parte conhecida, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Rescisão Contratual, Dano Moral, Multa Do Art. 35 Da Lei 4.591/64, Registro De Incorporação, Benfeitorias, Caso Fortuito/força Maior, Purgação Da Mora, Boa Fé Objetiva, Súmulas 5 E 7 Do STJ, Súmula 284/stf
Case Brief
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Parties
Recorrente
Recorrente
Cima (incorporação e construção)
Recorrente/compromissária Vendedora
Adquirentes
Adquirentes/autores
Compromissária Vendedora
Compromissária Vendedora
Ministério Público do Estado de Minas Gerais
Autor Da Ação Civil Pública
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 alegada omissão/contradição quanto ao art. 1.022 do CPC/2015
- 2 existência de fortuito externo/excludente de responsabilidade (arts. 113, 393 CC)
- 3 purgação da mora
Ratio Decidendi
O Tribunal verificou que o acórdão recorrido apreciou adequadamente as questões suscitadas, concluiu que a entrega das chaves sem registro não constitui adimplemento, que a recorrente assumiu o risco ao vender unidades antes da regularização do empreendimento e que o atraso não se deveu a caso fortuito externo; como a análise de fatos é privativa do tribunal de origem, não se admite reexame no recurso especial, e a falta de indicação do dispositivo para demonstrar dissídio jurisprudencial impede provimento pela alínea 'c'; assim, conheceu-se em parte do recurso e negou-se provimento na parte conhecida.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e, na parte conhecida, nego-lhe provimento.
Orders
- Majoro os honorários advocatícios em 20% (vinte por cento) do valor arbitrado, na forma do art. 85, § 11, do CPC/2015, observando os limites dos §§ 2º e 3º.
- Publique-se e intimem-se.
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