REsp 1831198 - DECISAO
Ainda que a Lei 9.514/1997 regule a alienação fiduciária em casos de inadimplemento do devedor fiduciante, no caso concreto a rescisão decorreu do inadimplemento da construtora (atraso na entrega do imóvel), de modo que a aplicação automática dos arts. 22, 23, 26 e 27 da lei não se justifica; o art. 53 do CDC por si só também não resolve a controvérsia. Contudo, reconheceu-se que a rescisão do contrato de compra e venda importa também na resolução do contrato de financiamento por alienação fiduciária, de sorte que o Banco do Brasil é legítimo para figurar passivamente quanto ao pedido de rescisão do financiamento, embora não deva responder pelo atraso imputado à construtora.
- Parties
- Agravante: MRV ENGENHARIA E PARTICIPAÇÕES S/A.; Apelado: Banco do Brasil S.A.; Autor: Luis Celso Martins Leó
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão
- Outcome
- provimento parcial
- Legal Topics
- Rescisão Contratual, Alienação Fiduciária, Responsabilidade Civil, Danos Morais, Legitimidade Passiva, Aplicação Da Lei 9.514/1997, Art. 53 Do CDC, Omissão E Art. 489, §1º, IV Do Cpc/2015
Case Brief
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Parties
MRV ENGENHARIA E PARTICIPAÇÕES S/A.
Agravante
Banco do Brasil S.A.
Apelado
Luis Celso Martins Leó
Autor
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade dos arts. 22, 23, 26 e 27 da Lei 9.514/1997 em caso de atraso na entrega do imóvel causado pela construtora
- 2 Aplicação do art. 53 do Código de Defesa do Consumidor e seus efeitos na resolução contratual com alienação fiduciária
- 3 Legitimidade passiva do Banco do Brasil para responder ao pedido de rescisão do contrato de financiamento
Ratio Decidendi
Ainda que a Lei 9.514/1997 regule a alienação fiduciária em casos de inadimplemento do devedor fiduciante, no caso concreto a rescisão decorreu do inadimplemento da construtora (atraso na entrega do imóvel), de modo que a aplicação automática dos arts. 22, 23, 26 e 27 da lei não se justifica; o art. 53 do CDC por si só também não resolve a controvérsia. Contudo, reconheceu-se que a rescisão do contrato de compra e venda importa também na resolução do contrato de financiamento por alienação fiduciária, de sorte que o Banco do Brasil é legítimo para figurar passivamente quanto ao pedido de rescisão do financiamento, embora não deva responder pelo atraso imputado à construtora.
Court Disposition
provimento parcial
Orders
- Afirma a legitimidade passiva do Banco do Brasil em relação ao pedido de rescisão do contrato de financiamento
- Mantém, no mais, o acórdão recorrido quanto à exclusão da responsabilidade do Banco do Brasil pelo inadimplemento da construtora
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