AREsp 2959781 - DECISAO
O agravo não merece provimento porque a parte recorrente não indicou os dispositivos legais supostamente ofendidos, tornando a fundamentação recursal deficiente e sujeita ao óbice da Súmula n. 284/STF por analogia; além disso, o reexame ofende a Súmula n. 7/STJ, tendo o Tribunal de origem fundamentado que o adquirente fruiu o imóvel desde fevereiro de 2021 e justificando a cobrança da taxa de fruição de 1% com base nos arts. 884 e 886 do Código Civil; igualmente, não comprovado o dissídio jurisprudencial exigido pelos arts. 255, § 1º, do RISTJ e 1.029, § 1º, do CPC/2015, impede-se o conhecimento do recurso especial.
- Parties
- Agravante/recorrente: ELIAS APARECIDO DA SILVA; Agravada/recorrida: empresa construtora e incorporadora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos (cpc/2015, Art. 1.042) Interposto Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão Denegatória Do Agravo (inadmissão Do Recurso Especial)
- Outcome
- NEGO PROVIMENTO ao agravo
- Legal Topics
- Rescisão Contratual, Taxa De Fruição, Sucumbência Recíproca, Admissibilidade De Recurso Especial, Dissídio Jurisprudencial, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
ELIAS APARECIDO DA SILVA
Agravante/recorrente
empresa construtora e incorporadora
Agravada/recorrida
Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos (cpc/2015, Art. 1.042) Interposto Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão Denegatória Do Agravo (inadmissão Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por ausência de indicação dos dispositivos legais supostamente ofendidos
- 2 aplicação da Súmula n. 7/STJ vedando reexame do conjunto fático-probatório
- 3 necessidade de prequestionamento e aplicação das Súmulas n. 282 e 356 do STF
Ratio Decidendi
O agravo não merece provimento porque a parte recorrente não indicou os dispositivos legais supostamente ofendidos, tornando a fundamentação recursal deficiente e sujeita ao óbice da Súmula n. 284/STF por analogia; além disso, o reexame ofende a Súmula n. 7/STJ, tendo o Tribunal de origem fundamentado que o adquirente fruiu o imóvel desde fevereiro de 2021 e justificando a cobrança da taxa de fruição de 1% com base nos arts. 884 e 886 do Código Civil; igualmente, não comprovado o dissídio jurisprudencial exigido pelos arts. 255, § 1º, do RISTJ e 1.029, § 1º, do CPC/2015, impede-se o conhecimento do recurso especial.
Court Disposition
NEGO PROVIMENTO ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Majoro os honorários advocatícios em 20% (vinte por cento) do valor arbitrado, na forma do art. 85, § 11, do CPC/2015, observando-se os limites dos §§ 2º e 3º do referido dispositivo e a eventual gratuidade de justiça deferida na origem.
Full Case Text
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