REsp 2275490 - DECISAO
O recurso especial foi parcialmente conhecido e, nessa extensão, negado provimento porque o fundamento normativo que legitimava a exigência de aviso prévio remunerado de 60 dias (parágrafo único do art. 17 da RN ANS nº 195/2009) foi anulado em ação civil pública com eficácia erga omnes, não tendo sido reproduzido pela RN nº 557/2022, de modo que não subsiste base regulatória para a cobrança de mensalidades após o pedido de cancelamento; além disso, questões que demandam reexame de prova e análise de cláusulas contratuais são vedadas no recurso especial, e a alegação de advocacia predatória foi considerada deficiente por ausência de indicação específica de dispositivo legal violado.
- Parties
- Recorrente: NOTRE DAME INTERMÉDICA SAÚDE S.A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 June 2026
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, negado provimento.
- Legal Topics
- Rescisão Contratual, Aviso Prévio Contratual, Cláusula Abusiva, Nulidade, Honorários Sucumbenciais, Advocacia Predatória, Eficácia Erga Omnes
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
NOTRE DAME INTERMÉDICA SAÚDE S.A
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Subsiste a exigência de aviso prévio de 60 dias para rescisão de plano de saúde e a cobrança de mensalidades após o pedido de cancelamento?
- 2 É possível reexaminar o conjunto fático-probatório e cláusulas contratuais em recurso especial?
- 3 Configura-se advocacia predatória sem indicação específica de dispositivo federal violado?
Ratio Decidendi
O recurso especial foi parcialmente conhecido e, nessa extensão, negado provimento porque o fundamento normativo que legitimava a exigência de aviso prévio remunerado de 60 dias (parágrafo único do art. 17 da RN ANS nº 195/2009) foi anulado em ação civil pública com eficácia erga omnes, não tendo sido reproduzido pela RN nº 557/2022, de modo que não subsiste base regulatória para a cobrança de mensalidades após o pedido de cancelamento; além disso, questões que demandam reexame de prova e análise de cláusulas contratuais são vedadas no recurso especial, e a alegação de advocacia predatória foi considerada deficiente por ausência de indicação específica de dispositivo legal violado.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, negado provimento.
Orders
- Mantida a sentença quanto à inexigibilidade da cobrança de mensalidades após o pedido de cancelamento
- Majoração dos honorários sucumbenciais de 13% para 15% em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observado o benefício da gratuidade da justiça, se for o caso
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment