AREsp 1829329 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem, em consonância com a jurisprudência do STJ e com súmulas aplicáveis, concluiu que não há prova de efetiva imissão na posse do imóvel, o que impede imputar ao comprador a responsabilidade pelo pagamento do IPTU e da taxa de fruição; ademais, a validade da cláusula de transferência da comissão de corretagem depende de prévia informação do valor, não se admite declarar cláusula abusiva de ofício, e a cumulação de retenção com ressarcimento cartorário violaria o non bis in idem. Por fim, majorou-se em 10% os honorários conforme art. 85, §11, do CPC/2015.
- Parties
- Autora Recorrente: Incorporadora (autora-recorrente); Réu/recorrido: Recorrido (réu)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2021
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Negou Seguimento a Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Interposto No STJ
- Outcome
- Nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Rescisão De Contrato De Promessa De Compra E Venda, Imissão Na Posse, IPTU, Taxa De Fruição, Comissão De Corretagem, Restituição De Valores, Assistência Judiciária Gratuita, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
Incorporadora (autora-recorrente)
Autora Recorrente
Recorrido (réu)
Réu/recorrido
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Negou Seguimento a Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Interposto No STJ
Legal Issues
- 1 Se a imissão na posse comprovada é requisito para imputação do pagamento de IPTU
- 2 Validade de cláusula que transfere ao comprador o pagamento da comissão de corretagem
- 3 Devida aplicação de taxa de fruição na ausência de posse efetiva
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem, em consonância com a jurisprudência do STJ e com súmulas aplicáveis, concluiu que não há prova de efetiva imissão na posse do imóvel, o que impede imputar ao comprador a responsabilidade pelo pagamento do IPTU e da taxa de fruição; ademais, a validade da cláusula de transferência da comissão de corretagem depende de prévia informação do valor, não se admite declarar cláusula abusiva de ofício, e a cumulação de retenção com ressarcimento cartorário violaria o non bis in idem. Por fim, majorou-se em 10% os honorários conforme art. 85, §11, do CPC/2015.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo
- Majoro em 10% a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015
Full Case Text
Judgment text and source record
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