AREsp 2872562 - DECISAO
O agravo foi provido porque a seguradora não estabeleceu relação contratual com a autora nem demonstrou nexo causal com o atraso na entrega do imóvel; a mera pertença a grupo econômico com o credor fiduciário (Banco do Brasil) não basta para imputar responsabilidade; assim, reconheceu-se a ilegitimidade passiva da seguradora e extinguiu-se o feito em relação a ela nos termos do art. 485, VI, do CPC, além de afastar-se a multa aplicada por embargos de declaração, nos termos da Súmula 98/STJ.
- Parties
- Autor: Autor; Réu: Carnavali e Carneiro Engenharia; Réu: Banco do Brasil; Réu: BB Administradora de Cartões de Crédito S. A; Agravante: ALIANÇA DO BRASIL SEGUROS S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Conhecimento E Provimento Do Agravo; Julgamento Do Recurso Especial Interposto Pela Agravante
- Outcome
- Conheço do agravo e dou provimento; reconheço a ilegitimidade passiva da ALIANÇA DO BRASIL SEGUROS S.A. e, em relação a ela, julgo o feito extinto sem resolução do mérito (art. 485, VI, CPC); afasto a multa aplicada por embargos de declaração com intuito de prequestionamento.
- Legal Topics
- Rescisão De Contrato De Promessa De Compra E Venda, Responsabilidade Civil E Responsabilidade Solidária, Ilegitimidade Passiva, Seguro Garantia, Multa Por Oposição De Embargos De Declaração, Restituição De Valores Pagos, Danos Morais, Juros De Mora
Case Brief
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Parties
Autor
Autor
Carnavali e Carneiro Engenharia
Réu
Banco do Brasil
Réu
BB Administradora de Cartões de Crédito S. A
Réu
ALIANÇA DO BRASIL SEGUROS S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Conhecimento E Provimento Do Agravo; Julgamento Do Recurso Especial Interposto Pela Agravante
Legal Issues
- 1 Se a seguradora Aliança do Brasil Seguros S.A. é parte legítima para responder solidariamente pelos prejuízos decorrentes do atraso na entrega do imóvel
- 2 Se a mera integração em grupo econômico com instituição financeira credora fiduciária enseja responsabilização civil
- 3 Se a multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC é aplicável a embargos de declaração opostos com intuito de prequestionamento
Ratio Decidendi
O agravo foi provido porque a seguradora não estabeleceu relação contratual com a autora nem demonstrou nexo causal com o atraso na entrega do imóvel; a mera pertença a grupo econômico com o credor fiduciário (Banco do Brasil) não basta para imputar responsabilidade; assim, reconheceu-se a ilegitimidade passiva da seguradora e extinguiu-se o feito em relação a ela nos termos do art. 485, VI, do CPC, além de afastar-se a multa aplicada por embargos de declaração, nos termos da Súmula 98/STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo e dou provimento; reconheço a ilegitimidade passiva da ALIANÇA DO BRASIL SEGUROS S.A. e, em relação a ela, julgo o feito extinto sem resolução do mérito (art. 485, VI, CPC); afasto a multa aplicada por embargos de declaração com intuito de prequestionamento.
Orders
- Reconhecer a ilegitimidade passiva da ALIANÇA DO BRASIL SEGUROS S.A.
- Julgar extinto o feito em relação à ALIANÇA DO BRASIL SEGUROS S.A., com fundamento no art. 485, inciso VI, do CPC
Full Case Text
Judgment text and source record
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