AREsp 2627148 - ACORDAO
Sustentado o entendimento pacificado do STJ de que a resolução de promessa de compra e venda de lote não edificado não autoriza cobrança de taxa de fruição quando o comprador edificou com recursos próprios (ausência de enriquecimento sem causa), afastou-se a condenação à taxa de fruição; manteve-se, porém, a retenção de 25% dos valores pagos como limite indenizatório e cominatório compatível com arts. 51, IV, e 53 do CDC; reconheceu-se, ainda, o direito à indenização pelas benfeitorias necessárias regularmente edificadas, a ser apurada em liquidação de sentença, vedando-se a reintegração da vendedora antes do pagamento da indenização correspondente.
- Parties
- Recorrente: Douglas Evangelista da Silva; Recorrente: Kátia Cilandra Aparecida Luiz; Recorrida: Sociedade Mineira de Empreendimentos Imobiliários Ltda. - ME
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 December 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Em Recurso Especial (quarta Turma)
- Outcome
- Recurso especial conhecido e provido parcialmente para afastar a condenação ao pagamento da taxa de fruição, manter a retenção de 25% dos valores pagos e reconhecer o direito à indenização das benfeitorias necessárias regularmente edificadas
- Legal Topics
- Rescisão De Contrato De Promessa De Compra E Venda De Lote Não Edificado, Taxa De Fruição, Retenção De Valores Pagos (25%), Benfeitorias Necessárias, Cláusula Penal, Indenização, Vedação Ao Enriquecimento Sem Causa
Case Brief
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Parties
Douglas Evangelista da Silva
Recorrente
Kátia Cilandra Aparecida Luiz
Recorrente
Sociedade Mineira de Empreendimentos Imobiliários Ltda. - ME
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Em Recurso Especial (quarta Turma)
Legal Issues
- 1 Se é devida a taxa de fruição em caso de resolução de contrato de promessa de compra e venda de lote não edificado posteriormente ocupado pelos compradores mediante construção própria
- 2 Se deve ser mantido o percentual de retenção de 25% dos valores pagos pelo comprador inadimplente
- 3 Se é cabível o abatimento/indenização das benfeitorias necessárias regularmente edificadas, nos termos do art. 1.219 do Código Civil
Ratio Decidendi
Sustentado o entendimento pacificado do STJ de que a resolução de promessa de compra e venda de lote não edificado não autoriza cobrança de taxa de fruição quando o comprador edificou com recursos próprios (ausência de enriquecimento sem causa), afastou-se a condenação à taxa de fruição; manteve-se, porém, a retenção de 25% dos valores pagos como limite indenizatório e cominatório compatível com arts. 51, IV, e 53 do CDC; reconheceu-se, ainda, o direito à indenização pelas benfeitorias necessárias regularmente edificadas, a ser apurada em liquidação de sentença, vedando-se a reintegração da vendedora antes do pagamento da indenização correspondente.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e provido parcialmente para afastar a condenação ao pagamento da taxa de fruição, manter a retenção de 25% dos valores pagos e reconhecer o direito à indenização das benfeitorias necessárias regularmente edificadas
Orders
- Afastar a condenação ao pagamento da taxa de fruição
- Manter a retenção de 25% dos valores pagos pelos recorrentes, a título de cláusula compensatória
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