AREsp 1834218 - ACORDAO

AREsp 1834218 - ACORDAO

Conheceu-se do agravo interno e deu-se parcial provimento ao recurso especial porque, embora reconhecida a legitimidade da rescisão unilateral de contratos coletivos de saúde quando a operadora não comercializa planos individuais ou familiares, tal rescisão não pode implicar na suspensão de tratamento médico essencial: a operadora foi mantida condenada ao custeio do tratamento necessário à autora, nas condições do contrato originário quanto a preço e cobertura, a obrigação sendo limitada ao término da terapia emergencial.

Parties
Agravante: CAIXA SEGURADORA ESPECIALIZADA EM SAUDE S/A; Agravado: MARIA LONDE MORATO; Agravado: ADM ADMINISTRADORA DE BENEFICIOS EIRELI
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
24 September 2021
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Novo Julgamento: Conhecimento Do Agravo E Parcial Provimento Do Recurso Especial
Outcome
Agravo interno provido; em novo julgamento conheceu-se do agravo e deu-se parcial provimento ao recurso especial.
Legal Topics
Rescisão Unilateral De Contrato Coletivo De Saúde, Obrigação De Continuidade De Tratamento Médico Em Curso, Aplicabilidade Da Lei 9.656/98, Oferta/migração Para Plano Individual Ou Familiar Sem Carência

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Parties

CAIXA SEGURADORA ESPECIALIZADA EM SAUDE S/A

Agravante

MARIA LONDE MORATO

Agravado

ADM ADMINISTRADORA DE BENEFICIOS EIRELI

Agravado

Procedural Posture

Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Novo Julgamento: Conhecimento Do Agravo E Parcial Provimento Do Recurso Especial

  1. 1 Legitimidade da rescisão unilateral de contrato coletivo de saúde pela operadora
  2. 2 Obrigação de ofertar plano individual/familiar quando operadora não comercializa tais planos
  3. 3 Manutenção do tratamento médico em curso mesmo após rescisão contratual

Ratio Decidendi

Conheceu-se do agravo interno e deu-se parcial provimento ao recurso especial porque, embora reconhecida a legitimidade da rescisão unilateral de contratos coletivos de saúde quando a operadora não comercializa planos individuais ou familiares, tal rescisão não pode implicar na suspensão de tratamento médico essencial: a operadora foi mantida condenada ao custeio do tratamento necessário à autora, nas condições do contrato originário quanto a preço e cobertura, a obrigação sendo limitada ao término da terapia emergencial.

Court Disposition

Agravo interno provido; em novo julgamento conheceu-se do agravo e deu-se parcial provimento ao recurso especial.

Orders

  • Tornar sem efeito a decisão às fls. 1.164/1.168.
  • Manter a condenação da operadora ao custeio do tratamento médico de que necessita a autora, mantidas as condições do contrato originário quanto ao preço e à cobertura, limitada a obrigação ao término da terapia emergencial.