AREsp 1915582 - DECISAO

AREsp 1915582 - DECISAO

Negou-se provimento ao agravo em razão de o Tribunal de origem ter concluído que não há mínima demonstração de conduta dolosa imputável à beneficiária, sendo a alegada fraude atribuível à estipulante/administradora; por conseguinte, a rescisão unilateral do plano sem prévia notificação e sem oferecer alternativa configurou ilícito consumerista e causou dano moral, cujo quantum foi considerado proporcional e razoável; não se demonstrou dolo ou prejuízo para aplicação das sanções por litigância de má-fé ou ato atentatório à dignidade da justiça.

Parties
Estipulante: Associação Nacional de Profissionais e Técnicos da Educação - ASNATEC; Intermediária: Associação dos Servidores Públicos do Governo do Distrito Federal; Beneficiária: Autora; Operadora/seguradora: Ré
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
02 August 2024
Procedural Posture
Agravo Interno (agravo Contra O Juízo De Admissibilidade De Recurso Especial) / Análise Do Agravo Em Recurso Especial Após Reconsideração Do Juízo De Admissibilidade
Outcome
Negado provimento ao agravo; mantido o acórdão do Tribunal de origem.
Legal Topics
Rescisão Unilateral De Plano De Saúde, Dano Moral, Fraude Contratual, Notificação Prévia, Litigância De Má Fé, Honorários Advocatícios

Case Brief

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Parties

Associação Nacional de Profissionais e Técnicos da Educação - ASNATEC

Estipulante

Associação dos Servidores Públicos do Governo do Distrito Federal

Intermediária

Autora

Beneficiária

Operadora/seguradora

Procedural Posture

Agravo Interno (agravo Contra O Juízo De Admissibilidade De Recurso Especial) / Análise Do Agravo Em Recurso Especial Após Reconsideração Do Juízo De Admissibilidade

  1. 1 É lícita a rescisão unilateral de plano de saúde coletivo sem prévia notificação quando a suposta fraude seria praticada pela estipulante e não há prova de conduta dolosa do beneficiário?
  2. 2 Configura o cancelamento abrupto do plano de saúde sem notificação prévia lesão à personalidade apta a ensejar indenização por danos morais, especialmente em paciente oncológica?
  3. 3 Estão presentes os requisitos para aplicação das sanções por litigância de má-fé e ato atentatório à dignidade da justiça (arts. 77 e 80 do CPC)?

Ratio Decidendi

Negou-se provimento ao agravo em razão de o Tribunal de origem ter concluído que não há mínima demonstração de conduta dolosa imputável à beneficiária, sendo a alegada fraude atribuível à estipulante/administradora; por conseguinte, a rescisão unilateral do plano sem prévia notificação e sem oferecer alternativa configurou ilícito consumerista e causou dano moral, cujo quantum foi considerado proporcional e razoável; não se demonstrou dolo ou prejuízo para aplicação das sanções por litigância de má-fé ou ato atentatório à dignidade da justiça.

Court Disposition

Negado provimento ao agravo; mantido o acórdão do Tribunal de origem.

Orders

  • Nego provimento ao agravo.
  • Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, majoro em 10% a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo artigo.