AREsp 1917697 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão inicial para conhecer do agravo e, no mérito, concluiu-se que, embora seja abusiva a rescisão unilateral do plano coletivo quando o beneficiário estiver em tratamento de doença grave (devendo assegurar-se a continuidade da cobertura até o fim do tratamento e observar-se a portabilidade), não se pode compelir a operadora a migrar o beneficiário para plano individual quando essa modalidade não é comercializada pela operadora; por isso, deu-se parcial provimento ao recurso especial para afastar a obrigação de migração, mantendo-se, contudo, o vínculo contratual até cessar o tratamento e garantindo-se o direito à portabilidade de carência.
- Parties
- Agravante: AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial / Reconsideração Da Decisão Da Presidência; Conhecimento Do Agravo E Provimento Parcial Do Recurso Especial
- Outcome
- agravo interno conhecido; provimento parcial do recurso especial para afastar a obrigação de migração da recorrida para plano individual; mantido o vínculo contratual para garantir continuidade do tratamento e a portabilidade de carências
- Legal Topics
- Rescisão Unilateral De Plano De Saúde Coletivo, Portabilidade De Carências, Migração De Plano Coletivo Para Individual, Continuidade De Tratamento Médico, Obrigação De Comercialização De Modalidade Contratual
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial / Reconsideração Da Decisão Da Presidência; Conhecimento Do Agravo E Provimento Parcial Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 se a operadora que não comercializa plano individual pode ser obrigada a migrar beneficiário de plano coletivo para plano individual
- 2 abusividade da rescisão unilateral de plano coletivo quando o beneficiário está em tratamento de doença grave
- 3 direito à portabilidade de carências em caso de extinção do vínculo contratual coletivo
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão inicial para conhecer do agravo e, no mérito, concluiu-se que, embora seja abusiva a rescisão unilateral do plano coletivo quando o beneficiário estiver em tratamento de doença grave (devendo assegurar-se a continuidade da cobertura até o fim do tratamento e observar-se a portabilidade), não se pode compelir a operadora a migrar o beneficiário para plano individual quando essa modalidade não é comercializada pela operadora; por isso, deu-se parcial provimento ao recurso especial para afastar a obrigação de migração, mantendo-se, contudo, o vínculo contratual até cessar o tratamento e garantindo-se o direito à portabilidade de carência.
Court Disposition
agravo interno conhecido; provimento parcial do recurso especial para afastar a obrigação de migração da recorrida para plano individual; mantido o vínculo contratual para garantir continuidade do tratamento e a portabilidade de carências
Orders
- reconsiderar a decisão de fls. 279-281 para conhecer do agravo
- dar parcial provimento ao recurso especial para afastar a obrigação da recorrente em efetuar a migração da recorrida para plano individual
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment