REsp 1973721 - DECISAO
Conheceu-se em parte do recurso especial e deu-se parcial provimento somente para reconhecer que a operadora de plano de saúde coletivo não é obrigada a oferecer plano individual ou familiar aos beneficiários quando não comercializa tais modalidades no mercado; manteve-se o entendimento do Tribunal de origem de que o cancelamento foi abusivo por ausência de notificação prévia ao beneficiário e por ocorrência de tratamento médico, justificando a manutenção da vigência do plano e a condenação por danos morais, por força da impossibilidade de reexame de provas na via do recurso especial (Súmula 7/STJ).
- Parties
- Recorrente: SANTA HELENA ASSISTÊNCIA MÉDICAS.A.; Autor/recorrido: EMANOEL JORGE FERREIRA SANTOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 December 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial (decisão De Conhecimento E Parcial Provimento)
- Outcome
- Recurso conhecido em parte e parcialmente provido
- Legal Topics
- Rescisão Unilateral De Plano De Saúde Coletivo, Notificação Prévia De Beneficiários, Portabilidade De Carências, Dano Moral, Responsabilidade Solidária, Omissão/negativa De Prestação Jurisdicional, Reexame De Provas (súmula 7/stj)
Case Brief
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Parties
SANTA HELENA ASSISTÊNCIA MÉDICAS.A.
Recorrente
EMANOEL JORGE FERREIRA SANTOS
Autor/recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial (decisão De Conhecimento E Parcial Provimento)
Legal Issues
- 1 Caracterização ou não de omissão/negativa de prestação jurisdicional
- 2 Legalidade da rescisão unilateral de plano de saúde coletivo
- 3 Obrigação de oferecer plano individual/familiar quando operadora não comercializa tais modalidades
Ratio Decidendi
Conheceu-se em parte do recurso especial e deu-se parcial provimento somente para reconhecer que a operadora de plano de saúde coletivo não é obrigada a oferecer plano individual ou familiar aos beneficiários quando não comercializa tais modalidades no mercado; manteve-se o entendimento do Tribunal de origem de que o cancelamento foi abusivo por ausência de notificação prévia ao beneficiário e por ocorrência de tratamento médico, justificando a manutenção da vigência do plano e a condenação por danos morais, por força da impossibilidade de reexame de provas na via do recurso especial (Súmula 7/STJ).
Court Disposition
Recurso conhecido em parte e parcialmente provido
Orders
- Reconhecer a desnecessidade de que a operadora de plano de saúde coletivo ofereça plano individual ao beneficiário e seus dependentes, desde que não os comercialize no mercado
- Manter os demais termos do acórdão recorrido que reconheceram a abusividade do cancelamento na ausência de notificação prévia ao beneficiário e a condenação por danos morais no valor fixado pelo Tribunal de origem
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