REsp 2194695 - ACORDAO
Admitida a premissa fática firmada pelas instâncias ordinárias de que o vigilante agiu em legítima defesa, tal excludente afasta a ilicitude do ato (art. 188, I, CC) e, por conseguinte, o dever de indenizar; a responsabilidade reflexa do empregador (arts. 932 e 933 CC) exige ato ilícito do preposto e, assim afastada a ilicitude, deixa de existir; além disso, a reanálise da dinâmica fática para afastar a legítima defesa esbarra na Súmula 7/STJ, e teses não ventiladas na inicial configuram inovação recursal, impedindo conhecimento.
- Parties
- Recorrente: Maria de Fátima Queiroga; Recorrente: Ana Paula Queiroga Veloso; Recorrente: Natalia Carolina Queiroga; Recorrente: Nayara Queiroga Camilo; Recorrido: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - Senac Minas; Recorrido: Gleison da Silva Lopes
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 November 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgado Pela Quarta Turma Do STJ (decisão Em Sessão Virtual)
- Outcome
- recurso especial não provido
- Legal Topics
- Responsabilidade Civil, Legítima Defesa, Responsabilidade Do Empregador, Independência Entre Esferas Cível E Criminal, Inovação Recursal, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
Maria de Fátima Queiroga
Recorrente
Ana Paula Queiroga Veloso
Recorrente
Natalia Carolina Queiroga
Recorrente
Nayara Queiroga Camilo
Recorrente
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - Senac Minas
Recorrido
Gleison da Silva Lopes
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgado Pela Quarta Turma Do STJ (decisão Em Sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 se o reconhecimento da legítima defesa na esfera penal afasta a ilicitude para fins de responsabilidade civil
- 2 se a decisão penal reconhecendo excludente de ilicitude vincula o juízo cível
- 3 se o Senac Minas responde objetivamente pelos atos do vigilante nos termos dos arts. 932 e 933 do CC
Ratio Decidendi
Admitida a premissa fática firmada pelas instâncias ordinárias de que o vigilante agiu em legítima defesa, tal excludente afasta a ilicitude do ato (art. 188, I, CC) e, por conseguinte, o dever de indenizar; a responsabilidade reflexa do empregador (arts. 932 e 933 CC) exige ato ilícito do preposto e, assim afastada a ilicitude, deixa de existir; além disso, a reanálise da dinâmica fática para afastar a legítima defesa esbarra na Súmula 7/STJ, e teses não ventiladas na inicial configuram inovação recursal, impedindo conhecimento.
Court Disposition
recurso especial não provido
Orders
- Nego provimento ao recurso especial.
- Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 10% (dez por cento) a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo artigo; ônus suspensos no caso de beneficiário da justiça gratuita.
Full Case Text
Judgment text and source record
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