REsp 2164094 - DECISAO
O STJ conheceu parcialmente do recurso especial da União e negou-lhe provimento, por entender que a União e a FUNASA são legitimadas para figurar no polo passivo e que, nos casos de exposição desprotegida ao DDT, o termo inicial da prescrição deve obedecer ao princípio actio nata, iniciando-se quando a vítima tem ciência inequívoca do dano (aqui, com laudo laboratorial de 04/11/2016), razão pela qual a pretensão não se encontra prescrita; reconheceu-se também que a prova laboratorial comprova contaminação e autoriza a indenização por danos morais, manteve-se o valor arbitrado em primeira instância (R$ 50.000,00), fixou incidência de correção monetária desde o arbitramento e juros de mora...
- Parties
- Autor: Manoel Alves Santos; Ré: Fundação Nacional de Saúde - FUNASA; Ré: União
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 September 2024
- Procedural Posture
- Ação Ordinária De Indenização / Julgamento De Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço parcialmente do recurso especial interposto pela União e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Responsabilidade Civil Do Estado, Danos Morais Por Exposição a Pesticidas (ddt), Prescrição (termo Inicial), Legitimidade Passiva, Juros Moratórios, Súmulas E Jurisprudência Repetitiva (tema 1023)
Case Brief
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Parties
Manoel Alves Santos
Autor
Fundação Nacional de Saúde - FUNASA
Ré
União
Ré
Procedural Posture
Ação Ordinária De Indenização / Julgamento De Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 legitimidade da União e da FUNASA para figurar no polo passivo
- 2 termo inicial da prescrição em ações de indenização por exposição ao DDT (princípio actio nata)
- 3 comprovação do dano moral por laudo laboratorial attestando contaminação
Ratio Decidendi
O STJ conheceu parcialmente do recurso especial da União e negou-lhe provimento, por entender que a União e a FUNASA são legitimadas para figurar no polo passivo e que, nos casos de exposição desprotegida ao DDT, o termo inicial da prescrição deve obedecer ao princípio actio nata, iniciando-se quando a vítima tem ciência inequívoca do dano (aqui, com laudo laboratorial de 04/11/2016), razão pela qual a pretensão não se encontra prescrita; reconheceu-se também que a prova laboratorial comprova contaminação e autoriza a indenização por danos morais, manteve-se o valor arbitrado em primeira instância (R$ 50.000,00), fixou incidência de correção monetária desde o arbitramento e juros de mora...
Court Disposition
Conheço parcialmente do recurso especial interposto pela União e nego-lhe provimento.
Orders
- Negado provimento ao recurso especial da União.
- Mantida a condenação à Fundação Nacional de Saúde - FUNASA ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50.000,00 (confirmando a sentença de primeiro grau).
Full Case Text
Judgment text and source record
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