REsp 2209220 - DECISAO
O Tribunal entendeu que o Tribunal Regional aplicou corretamente a tese do Tema 1.023 do STJ, segundo a qual o termo inicial da prescrição para ações de indenização por exposição ao DDT é a data da ciência inequívoca dos malefícios; no caso concreto houve prova de exposição desprotegida e de laudo laboratorial acessado em 17/04/2023, de modo que a prescrição foi afastada, restando configurado o dever de indenizar o dano moral pela omissão na proteção do agente; questões que demandariam reexame de prova foram inviáveis em recurso especial (Súmula 7/STJ); assim, negou-se provimento ao recurso da União e manteve-se a condenação, com aplicação de honorários advocatícios de 20% em grau recursal.
- Parties
- Recorrente: União; Recorrida: Fundação Nacional de Saúde - FUNASA; Autor: Albertino Batista Nogueira
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Colegiada (nego Provimento Ao Recurso)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial interposto pela União.
- Legal Topics
- Responsabilidade Civil Do Estado, Danos Morais, Prescrição, Legitimidade Passiva, Exposição a Pesticidas (ddt), Gratuidade Judiciária, Juros De Mora, Correção Monetária, Impossibilidade De Reexame De Provas (súmula 7/stj), Tema 1.023/stj
Case Brief
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Parties
União
Recorrente
Fundação Nacional de Saúde - FUNASA
Recorrida
Albertino Batista Nogueira
Autor
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Colegiada (nego Provimento Ao Recurso)
Legal Issues
- 1 legitimidade passiva da União e da FUNASA
- 2 termo inicial da prescrição nas ações por exposição ao DDT (Tema 1.023)
- 3 existência de dano moral por exposição desprotegida a pesticidas
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que o Tribunal Regional aplicou corretamente a tese do Tema 1.023 do STJ, segundo a qual o termo inicial da prescrição para ações de indenização por exposição ao DDT é a data da ciência inequívoca dos malefícios; no caso concreto houve prova de exposição desprotegida e de laudo laboratorial acessado em 17/04/2023, de modo que a prescrição foi afastada, restando configurado o dever de indenizar o dano moral pela omissão na proteção do agente; questões que demandariam reexame de prova foram inviáveis em recurso especial (Súmula 7/STJ); assim, negou-se provimento ao recurso da União e manteve-se a condenação, com aplicação de honorários advocatícios de 20% em grau recursal.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial interposto pela União.
Orders
- Nego provimento ao recurso.
- Imposição à parte recorrente do pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% do valor a esse título já fixado no processo (art. 85, § 11, do CPC).
Full Case Text
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