AREsp 3018828 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que não houve omissão na fundamentação do acórdão recorrido e que, nos termos do Tema 1.023/STJ e da jurisprudência da Corte, a exposição desprotegida e sem orientação ao DDT permite a reparação por dano moral independentemente da comprovação de patologia, que o termo inicial da prescrição se vincula ao conhecimento dos malefícios pela vítima e que os recursos especiais não podem reexaminar o conjunto fático-probatório para afastar a legitimidade passiva ou a conclusão sobre a ocorrência da exposição; assim, conheceram-se dos agravos e, na parte conhecida, negaram provimento aos recursos especiais da União e da FUNASA, mantendo a condenação por...
- Parties
- Autor: Manoel Pereira Isídio; Réu: Fundação Nacional de Saúde - FUNASA; Réu: União
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 September 2025
- Procedural Posture
- Ação Ordinária De Indenização / Decisão Em Agravos E Recursos Especiais No Superior Tribunal De Justiça (análise De Recursos Especiais Interpostos Pela União E Pela FUNASA Contra Acórdão Do Trf1)
- Outcome
- Conhecidos os agravos; conhecidos parcialmente os recursos especiais da União e da FUNASA e, nesta parte conhecida, negado provimento aos recursos especiais, mantendo-se o acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que reconheceu direito à reparação por danos morais.
- Legal Topics
- Responsabilidade Civil Do Estado, Danos Morais, Exposição a Pesticidas/ddt, Prescrição, Ônus Da Prova, Juros Moratórios, Legitimidade Passiva
Case Brief
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Parties
Manoel Pereira Isídio
Autor
Fundação Nacional de Saúde - FUNASA
Réu
União
Réu
Procedural Posture
Ação Ordinária De Indenização / Decisão Em Agravos E Recursos Especiais No Superior Tribunal De Justiça (análise De Recursos Especiais Interpostos Pela União E Pela FUNASA Contra Acórdão Do Trf1)
Legal Issues
- 1 ilegitimidade da União e da FUNASA para figurarem no polo passivo
- 2 aplicação do Tema 1.023/STJ sobre termo inicial da prescrição
- 3 necessidade de prova de dano à saúde vs. dano moral por exposição desprotegida
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que não houve omissão na fundamentação do acórdão recorrido e que, nos termos do Tema 1.023/STJ e da jurisprudência da Corte, a exposição desprotegida e sem orientação ao DDT permite a reparação por dano moral independentemente da comprovação de patologia, que o termo inicial da prescrição se vincula ao conhecimento dos malefícios pela vítima e que os recursos especiais não podem reexaminar o conjunto fático-probatório para afastar a legitimidade passiva ou a conclusão sobre a ocorrência da exposição; assim, conheceram-se dos agravos e, na parte conhecida, negaram provimento aos recursos especiais da União e da FUNASA, mantendo a condenação por...
Court Disposition
Conhecidos os agravos; conhecidos parcialmente os recursos especiais da União e da FUNASA e, nesta parte conhecida, negado provimento aos recursos especiais, mantendo-se o acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que reconheceu direito à reparação por danos morais.
Orders
- Negado provimento aos recursos especiais interpostos pela União e pela FUNASA
- Mantida a condenação ao pagamento de indenização por danos morais na forma delimitada pelo acórdão do TRF1 (R$3.000,00 por ano de exposição, apuração em liquidação)
Full Case Text
Judgment text and source record
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