REsp 1860301 - DECISAO
O Recurso Especial não merece provimento porque o Tribunal de origem analisou e solucionou a controvérsia sem omissão; a Justiça Estadual é competente e a ANATEL não compõe o polo passivo; os fatos foram considerados incontroversos, dispensando prova pericial/testemunhal; a responsabilidade da concessionária é objetiva nos termos do CDC e o alegado caso fortuito externo não afasta o dever de indenizar quando o evento insere-se no risco do empreendimento; o montante fixado (R$5.000.000,00) não se mostra manifestamente desproporcional; e o art. 18 da Lei 7.347/85 isenta apenas o autor da ACP de custas, de modo que a condenação da ré em custas foi mantida. Ademais, impede-se o reexame do...
- Parties
- Autor: Ministério Público do Estado de São Paulo; Ré: Telefônica Brasil S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 March 2021
- Procedural Posture
- Ação Civil Pública / Recurso Especial (stj)
- Outcome
- Conheço parcialmente do Recurso Especial e, nessa parte, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Responsabilidade Civil Objetiva, Danos Morais Coletivos, Caso Fortuito, Competência Jurisdicional, Ônus Sucumbencial E Custas, Quantificação Do Dano (art. 944 Cc), Prova E Preclusão, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado de São Paulo
Autor
Telefônica Brasil S.A.
Ré
Procedural Posture
Ação Civil Pública / Recurso Especial (stj)
Legal Issues
- 1 competência da Justiça Estadual e inaplicabilidade do litisconsórcio passivo necessário da ANATEL
- 2 legitimidade ativa do Ministério Público para ajuizar ação civil pública por direitos individuais homogêneos
- 3 prescindibilidade de prova pericial/testemunhal quando fatos são incontroversos
Ratio Decidendi
O Recurso Especial não merece provimento porque o Tribunal de origem analisou e solucionou a controvérsia sem omissão; a Justiça Estadual é competente e a ANATEL não compõe o polo passivo; os fatos foram considerados incontroversos, dispensando prova pericial/testemunhal; a responsabilidade da concessionária é objetiva nos termos do CDC e o alegado caso fortuito externo não afasta o dever de indenizar quando o evento insere-se no risco do empreendimento; o montante fixado (R$5.000.000,00) não se mostra manifestamente desproporcional; e o art. 18 da Lei 7.347/85 isenta apenas o autor da ACP de custas, de modo que a condenação da ré em custas foi mantida. Ademais, impede-se o reexame do...
Court Disposition
Conheço parcialmente do Recurso Especial e, nessa parte, nego-lhe provimento.
Orders
- Manutenção do acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo
- Caso exista nos autos fixação prévia de honorários, majoração destes, em desfavor da parte recorrente, em 10% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, §11, do CPC
Full Case Text
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