REsp 1853361 - ACORDAO
Por maioria a Corte decidiu prover o recurso especial, entendendo que, na hipótese concreta, o assédio sexual praticado por terceiro constitui fato exclusivo de terceiro e fortuito externo, estranho à organização da atividade da concessionária, interrompendo o nexo de causalidade; ademais o legislador penal tipificou a conduta (art. 215-A CP) sem estender, no debate legislativo, a responsabilização civil automática às concessionárias; assim, com fundamento no art. 14, § 3º do CDC, art. 393 do CC/2002 e na orientação jurisprudencial da Segunda Seção, afastou-se a responsabilidade da empresa e restabeleceu-se a sentença de improcedência.
- Parties
- Recorrente: EXPRESSO GUANABARA S/A; Recorrida: MARIA DE FÁTIMA MOURA DE MEDEIROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 April 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial (ação De Indenização Por Danos Morais) / Decisão Colegiada (segunda Seção Do Stj)
- Outcome
- recurso especial provido para restabelecer a sentença de improcedência
- Legal Topics
- Responsabilidade Civil Objetiva, Assédio Sexual, Transporte Público, Fortuito Externo, Cláusula De Incolumidade, Dano Moral
Case Brief
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Parties
EXPRESSO GUANABARA S/A
Recorrente
MARIA DE FÁTIMA MOURA DE MEDEIROS
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial (ação De Indenização Por Danos Morais) / Decisão Colegiada (segunda Seção Do Stj)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de responsabilização civil da concessionária de transporte por assédio sexual praticado por terceiro no interior de veículo de transporte coletivo
- 2 Caráter excludente do fato exclusivo de terceiro (fortuito externo) para a responsabilização do transportador
- 3 Interpretação e aplicação do art. 14, §3º do CDC e do art. 393 do CC/2002 no contrato de transporte
Ratio Decidendi
Por maioria a Corte decidiu prover o recurso especial, entendendo que, na hipótese concreta, o assédio sexual praticado por terceiro constitui fato exclusivo de terceiro e fortuito externo, estranho à organização da atividade da concessionária, interrompendo o nexo de causalidade; ademais o legislador penal tipificou a conduta (art. 215-A CP) sem estender, no debate legislativo, a responsabilização civil automática às concessionárias; assim, com fundamento no art. 14, § 3º do CDC, art. 393 do CC/2002 e na orientação jurisprudencial da Segunda Seção, afastou-se a responsabilidade da empresa e restabeleceu-se a sentença de improcedência.
Court Disposition
recurso especial provido para restabelecer a sentença de improcedência
Orders
- cassou-se o acórdão estadual
- restabeleceu-se a sentença de primeiro grau que julgou improcedente o pedido de indenização por danos morais
Full Case Text
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