AREsp 2644335 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque a fundamentação recursal foi genérica e não demonstrou com precisão as omissões apontadas, incidindo o óbice da Súmula 284/STF; ademais, a decisão do Tribunal de origem, que reconheceu a atuação da instituição financeira como integrante da cadeia de...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS CREDITAS AUTO IV; Corré: JLPA Automóveis; Autora: autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade/julgamento Do Agravo (art. 1.042 Cpc/2015)
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial; majorados os honorários advocatícios em 10% sobre o valor já fixado na origem.
- Legal Topics
- Responsabilidade Do Financiador, Acessoriedade De Contratos De Compra E Financiamento, Rescisão Contratual, Admissibilidade De Recurso Especial, Honorários Advocatícios
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS CREDITAS AUTO IV
Agravante
JLPA Automóveis
Corré
autora
Autora
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade/julgamento Do Agravo (art. 1.042 Cpc/2015)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial face ao art. 1022 do CPC/2015
- 2 responsabilidade da instituição financeira por vício/evicção do veículo adquirido
- 3 acessoriedade entre contrato de compra e venda e contrato de financiamento
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque a fundamentação recursal foi genérica e não demonstrou com precisão as omissões apontadas, incidindo o óbice da Súmula 284/STF; ademais, a decisão do Tribunal de origem, que reconheceu a atuação da instituição financeira como integrante da cadeia de fornecimento e a acessoriedade entre compra e financiamento, está em consonância com a jurisprudência do STJ, razão pela qual o especial não mereceu provimento; majoraram-se os honorários advocatícios em 10% nos termos do art. 85, §11 do CPC.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial; majorados os honorários advocatícios em 10% sobre o valor já fixado na origem.
Orders
- Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
- Majoro os honorários advocatícios em 10% sobre o valor já fixado na origem, nos termos do art. 85, §11, do CPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo (art. 1.042 do CPC/15), interposto por FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS CREDITAS AUTO IV, contra decisão que não admitiu o recurso especial do insurgente. O apelo extremo (art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da CF/88) fora interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 426, e-STJ): APELAÇÃO. Compra e venda de veículo usado. Ação de rescisão dos contratos de compra e venda e de financiamento cumulada com indenização por danos materiais e morais, julgada procedente. Recurso do corréu, fundo de investimento, financiador da compra do veículo. Responsabilidade solidária do agente financiador, parceiro comercial da revendedora e corré no aperfeiçoamento do negócio, inclusive na fase pós-contratual. Instituição financeira que integra a cadeia de fornecedores de produtos e/ou serviços, na condição de prestadora de serviço bancário. Decretada a rescisão do contrato principal (venda e compra), o pacto acessório (financiamento) deve seguir o mesmo caminho. Contratos coligados e interdependentes. O financiamento não subsiste isoladamente. Solidariedade configurada. Danos morais. Ocorrência. Autora, abordada em "blitz" policial e informada de que o veículo adquirido era produto de furto, sendo conduzida à Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos, com a apreensão do veículo. Fatos que certamente provocaram os sentimentos de aflição e angústia à autora, transcendendo o mero aborrecimento, implicando em prejuízo extrapatrimonial. Arbitramento realizado com moderação, ausente impugnação. Sentença mantida. RECURSO DESPROVIDO, majorados os honorários advocatícios devidos pela instituição financeira, nos termos do art. 85, § 11, do CPC. Os embargos de declaração foram rejeitados (fls. 492-497, e-STJ). Nas razões do recurso especial (fls. 438-457, e-STJ), o insurgente alegou, além de dissídio jurisprudencial, que o acórdão recorrido violou os seguintes dispositivos de lei federal: i) artigo 1022 do CPC, ii) artigos 7º, parágrafo único, 18 e 25, § 1º do CDC, porquanto a instituição não pode ser responsabilizada por vício no bem adquirido e ter o seu contrato rescindido, uma vez que apenas ofertou financiamento ao recorrido. Foram apresentadas contrarrazões (fls. 501-526, e-STJ). Em juízo de admissibilidade, o Tribunal a quo negou seguimento ao recurso especial (fls. 529-531, e-STJ), dando ensejo a interposição do agravo (fls. 534-552, e-STJ). Foi apresentada contraminuta (fls. 555-571, e-STJ). É o relatório. A irresignação não merece prosperar. 1. De início, afasta-se a afronta ao artigo 1022 do CPC, porquanto em suas razões recursais a parte recorrente limitara-se a apontar a existência de omissões genéricas em relação aos artigos indicados sobre os quais o Tribunal a quo deveria ter se pronunciado, sem indicar, contudo, quais foram os pontos omissos da decisão impugnada, tampouco a forma pela qual o dispositivo fora violado, o que atrai a incidência da Súmula 284 do STF. Assim, em prejuízo da compreensão da controvérsia, não foi demonstrada com clareza e precisão a necessidade de reforma da decisão, neste aspecto, incidindo no óbice previsto na Súmula n. 284 do STF, in verbis: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". A propósito: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO POSSESSÓRIA - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO - INSURGÊNCIA RECURSAL DOS RÉUS . 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa aos arts. 489 e 1022 do CPC/2015 se faz de forma genérica, sem a demonstração exata dos pontos pelos quais o acórdão se fez omisso, contraditório ou obscuro. Aplica-se, na hipótese, o óbice da Súmula 284 do STF. 1.1. O acórdão embargado enfrentou coerentemente as questões postas a julgamento, no que foi pertinente e necessário, exibindo fundamentação clara e nítida, razão pela qual não há falar em negativa de prestação jurisdicional. 2. Para alterar a conclusão do Tribunal de origem no sentido de que os autores/recorridos lograram êxito em comprovar os requisitos para a manutenção da posse, seria necessário promover o reexame do acervo fático- probatório dos autos, providência vedada na via eleita, a teor do óbice da Súmula 7/STJ. 3. A Corte Especial deste STJ firmou entendimento no sentido de que verificada a existência de decisões conflitantes versando sobre o mesmo bem jurídico e ambas transitadas em julgado, prevalece aquela que por último transitou em julgado, somente se admitindo a desconstituição da sentença acobertada pelo manto da coisa jugada por meio da ação rescisória. Incidência da S úmula 83/STJ. 4. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 2.045.192/GO, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 2/10/2023, DJe de 5/10/2023.) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM REC URSO ESPECIAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. SUMULA N. 284/STF. INDEFERIMENTO DE PROVA. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. SÚMULAS N. 83 E 568 DO STJ. ÔNUS PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA N. 283/STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA N. 7 DO STJ. DECISÃO MANTIDA. 1. Inexiste afronta ao art. 1.022 do CPC/2015 quando a Corte local pronunciou- se, de forma clara e suficiente, acerca das questões suscitadas nos autos, manifestando-se sobre todos os argumentos que, em tese, poderiam infirmar a conclusão adotada pelo Juízo. 2. Ademais, "não se conhece da alegada violação do art. 1022 do CPC/2015, quando a causa de pedir recursal se mostra genérica, sem a indicação precisa dos pontos considerados omissos, contraditórios, obscuros ou que não receberam a devida fundamentação, sendo aplicável a Súmula 284 do STF" (AgInt no AREsp n. 1.881.516/MG, Relator Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 21/3/2022, DJe de 24/3/2022). 3. Inadmissível o recurso especial quando o entendimento adotado pelo Tribunal de origem coincide com a jurisprudência do STJ (Súmulas n. 83 e 568 do STJ). 4. Nos termos da jurisprudência desta Corte, "o magistrado é o destinatário das provas, cabendo-lhe apreciar a necessidade da produção de provas, sendo soberano para formar seu convencimento e decidir fundamentadamente, em atenção ao princípio da persuasão racional. Não caracteriza cerceamento de defesa o julgamento antecipado da lide sem a produção das provas requeridas pela parte consideradas desnecessárias pelo juízo, desde que devidamente fundamentado" (AgInt no AREsp n. 2.050.458/SP, Relator Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA TURMA, julgado em 28/11/2022, DJe de 30/11/2022). 5. O recurso especial que não impugna fundamento do acórdão recorrido suficiente para mantê-lo não deve ser admitido, a teor da Súmula n. 283/STF. 6. O recurso especial não comporta exame de questões que impliquem revolvimento do contexto fático-probatório dos autos (Súmula n. 7 do STJ). 7. No caso concreto, o Tribunal de origem concluiu pela suficiência das provas apresentadas, bem como que a parte não se desincumbiu de seu ônus probatório. Entender de modo contrário demandaria nova análise dos demais elementos fáticos dos autos, inviável em recurso especial, ante o óbice da referida súmula. 8. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 2.258.466/PR, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado em 18/9/2023, DJe de 21/9/2023.) Incide, no ponto, o óbice da Súmula 284/STF. 2. Alega o recorrente violação aos artigos 7º, parágrafo único, 18 e 25, § 1º do CDC, artigos 7º, parágrafo único, 18 e 25, § 1º do CDC, porquanto a instituição não pode ser responsabilizada por vício no bem adquirido e ter o seu contrato rescindido, uma vez que apenas ofertou financiamento ao recorrido. A esse respeito, o Tribunal de origem concluiu que (fls. 428-431, e-STJ, grifou-se): Segundo se depreende da petição inicial, a autora adquiriu da corré JLPA Automóveis o veículo da marca/modelo Ford/ Fiesta, de placas FTK 4687, pelo valor de 39.000,00, pagando-o da seguinte forma: R$ 14.000,00 a título de entrada, com transferência para a conta da corré, e mais R$ 3.500,00 no cartão de crédito, além de R$ 600,00 para fins de transferência do veículo e o saldo remanescente mediante financiamento concedido pelo corréu Fundo de Investimentos Creditas, com quem a corré mantinha parceria. Consta, ainda, que a autora veio a descobrir, decorridos mais de 30 dias após a compra sem a transferência da documentação do veículo, que a corré tinha encerrado as suas atividades. Aduz ter conseguido contato com supostos representantes da corré que, contudo, não solucionaram a questão. Prossegue narrando que, em trânsito pela rodovia SP 160, a autora foi abordada em uma blitz policial e surpreendida com a informação de que o veículo era produto de furto, contexto em que foi conduzida à Delegacia na viatura da Polícia Militar e o veículo apreendido. Informou que, após a apresentação do contrato de compra e venda do veículo, foi liberada, mas sem o bem móvel. Finaliza a petição inicial, postulando: i) a declaração da rescisão do contrato de compra e venda do veículo, bem como do contrato de financiamento a ele relacionado; ii) indenização por danos morais no valor de R$ 22.000,00; e iii) indenização por danos materiais consubstanciados nos valores que pagou. Com efeito, não se olvide que a função da instituição financeira não é a venda e compra de veículos, mas é inquestionável que o negócio jurídico celebrado com a autora se submete às regras da legislação consumerista, porquanto aquela agiu na condição de prestadora de serviço de natureza bancária, conforme dispõe o art. 3º, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor. (..) Importante destacar que os contratos de venda e compra e o de financiamento são considerados coligados, ou seja, embora de naturezas diversas, eles são interdependentes um do outro, de modo que eventual vício no negócio de compra e venda macula o respectivo financiamento, como ocorre no caso dos autos. (..) Uma vez desfeito o contrato principal, o acessório deve seguir o mesmo destino, eis que desaparecendo o primeiro, não tem razão de ser o segundo, mormente porque viabilizado o financiamento em função da venda e compra do automóvel. Embora as operações possuam natureza e regras distintas (venda e compra e financiamento) elas são realizadas simultaneamente e possibilitam que tanto a revendedora quanto a instituição financeira obtenham lucro, eis que o cliente interessado na aquisição de um veículo mediante financiamento possui à sua disposição, no próprio comércio, toda a facilidade na obtenção do empréstimo almejado. E a parceria entre os réus, no caso em apreço, é ostensiva, tanto que a financeira divulga em seu site possuir mais de 2.900 lojas parceiras, entre elas a corré onde o veículo foi adquirido. Logo, havendo o interesse comum dos réus na concretização da venda e compra do veículo, mediante financiamento, inafastável a responsabilidade de ambos, porquanto integram ativamente a cadeia de fornecedores de serviços e respondem objetivamente pelos prejuízos que causarem aos consumidores na forma prevista no art. 14 do Código de Defesa do Consumidor. A conclusão externada pelo Tribunal está com consonância com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça que entende que eventual evicção ou vício redibitório do veículo, a ensejar a rescisão contratual, atinge o negócio jurídico de financiamento, tendo em vista que há relação de acessoriedade entre ambos, no caso em que a instituição financeira seja vinculada à própria revenda de veículos, consoante caso dos autos. Nesse sentido, destacam-se os seguintes precedentes: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CIVIL. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO. CONTRATO. VÍCIO CONSTATADO. FINANCIAMENTO. RESCISÃO. ACESSORIEDADE ENTRE OS CONTRATOS. NECESSIDADE. PRECEDENTES. 1. Eventual rescisão da compra e venda de veículo afeta o contrato de financiamento na hipótese em que a instituição financeira seja vinculada diretamente à revenda. 2. Agravo interno não provido. (AgInt no AgInt no AREsp n. 2.199.293/SC, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 14/8/2023, DJe de 21/8/2023.) grifou-se AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE A INSTITUIÇÃO FINANCEIRA E A CONCESSIONÁRIA DE AUTOMÓVEIS. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE ATUAÇÃO CONJUNTA EM PARCERIA COMERCIAL. ILEGITIMIDADE DA FINANCEIRA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAPAZ DE MODIFICAR A DECISÃO AGRAVADA. MANUTENÇÃO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A responsabilidade solidária entre a instituição financeira e a concessionária de automóveis somente se perfaz, quando existe vinculação entre ambas, isto é, quando além de autuar como "banco de varejo", a instituição financeira atua também como "banco da montadora". Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt nos EDcl no REsp n. 1.752.619/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 25/6/2019, DJe de 1/7/2019.) grifou-se AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL E REPARAÇÃO DE DANOS. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO. FINANCIAMENTO POR INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. APREENSÃO DO AUTOMÓVEL POR AUTORIDADE POLICIAL. EVICÇÃO. ILEGITIMIDADE PASSIVA DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. INEXISTÊNCIA DE RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A instituição financeira que apenas financia a compra do automóvel não responde pelos prejuízos decorrentes da posterior apreensão policial do veículo, uma vez que, nos termos da jurisprudência desta Corte, a responsabilidade pelos riscos da evicção é exclusiva do alienante. Precedentes. 2. "A responsabilidade solidária entre a instituição financeira e a concessionária de automóveis somente se perfaz, quando existe vinculação entre ambas, isto é, quando além de autuar como "banco de varejo", a instituição financeira atua também como "banco da montadora". (AgInt nos EDcl no REsp 1.752.619/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 25/06/2019, DJe de 1º/07/2019), o que não é o caso dos autos. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 814.991/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 19/11/2019, DJe de 12/12/2019.) grifou-se AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO USADO. FINANCIAMENTO POR INSTITUIÇÃO DE CRÉDITO. NEGÓCIOS JURÍDICOS DISTINTOS E INDEPENDENTES. NULIDADE DO PRIMEIRO. MANUTENÇÃO DO FINANCIAMENTO. 1. São distintos e independentes os contratos de compra e venda de bem de consumo e de financiamento, perante instituição financeira, não havendo acessoriedade entre eles. 2. Eventual rescisão da compra e venda não afeta o contrato de financiamento, salvo na hipótese em que a instituição financeira seja vinculada diretamente à revenda de veículos, o que não se configura no presente caso. Precedentes do STJ. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no REsp n. 1.497.758/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 27/2/2018, DJe de 2/3/2018.) grifou-se Incide, no ponto, a Súmula 83/STJ. 3 . Do exposto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Por conseguinte, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, majoro os honorários advocatícios em 10% (dez por cento) sobre o valor já fixado na origem, observado, se for o caso, o disposto no art. 98, § 3º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA