REsp 1565331 - ACORDAO
Houve responsabilidade civil objetiva da instituição financeira e da transportadora de valores por se tratar de fortuito interno inerente à atividade de transferência de valores em via pública; o evento era previsível e mitigável e, portanto, as agravantes devem reparar os danos. Em razão da gravidade das lesões e das circunstâncias do caso, manteve-se e majorou-se a indenização por danos morais e estéticos, e manteve-se a obrigação relativa à pensão, com determinação sobre os consectários legais aplicáveis ao valor arbitrado.
- Parties
- Agravante/recorrente: PROFORTE S.A. TRANSPORTE DE VALORES; Recorrente/agravante: BANCO BRADESCO S/A; Autora/recorrida: Débora; Autores/recorridos: genitores da autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Acórdão Julgamento Colegiado (quarta Turma Do Stj)
- Outcome
- Agravo interno parcialmente provido
- Legal Topics
- Responsabilidade Objetiva, Fortuito Interno Vs Fortuito Externo, Teoria Do Risco Criado, Dano Moral, Dano Estético, Pensão Vitalícia, Dano Moral Reflexo, Valoração Da Indenização
Case Brief
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Parties
PROFORTE S.A. TRANSPORTE DE VALORES
Agravante/recorrente
BANCO BRADESCO S/A
Recorrente/agravante
Débora
Autora/recorrida
genitores da autora
Autores/recorridos
Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Acórdão Julgamento Colegiado (quarta Turma Do Stj)
Legal Issues
- 1 Caracterização da responsabilidade civil da instituição financeira e da transportadora de valores por roubo/tiroteio ocorrido durante transferência de malotes em via pública
- 2 Se o evento constitui fortuito interno (risco da atividade) ou fortuito externo (força maior)
- 3 Fixação e majoração do quantum indenizatório por danos morais e estéticos
Ratio Decidendi
Houve responsabilidade civil objetiva da instituição financeira e da transportadora de valores por se tratar de fortuito interno inerente à atividade de transferência de valores em via pública; o evento era previsível e mitigável e, portanto, as agravantes devem reparar os danos. Em razão da gravidade das lesões e das circunstâncias do caso, manteve-se e majorou-se a indenização por danos morais e estéticos, e manteve-se a obrigação relativa à pensão, com determinação sobre os consectários legais aplicáveis ao valor arbitrado.
Court Disposition
Agravo interno parcialmente provido
Orders
- Fixar a indenização por danos morais e estéticos em R$ 600000,00, devida de forma solidária entre as agravantes, corrigida desde o evento danoso, com juros de mora desde o evento danoso.
- Manter a condenação relativa à pensão mensal em favor da autora (pensionamento vitalício), com referência ao patamar fixado pelas instâncias de origem; determinar a formação de capital para garantia do pagamento da pensão (conforme voto).
Full Case Text
Judgment text and source record
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