AREsp 1819326 - DECISAO
Mantém-se a decisão de origem porque os elementos probatórios demonstraram falta de segurança no sistema elétrico e o nexo causal entre o fato do serviço e a morte, configurando risco do empreendimento e responsabilidade objetiva da concessionária; a tentativa de furto constituiu fortuito interno inerente ao risco da atividade, não havendo prova de culpa exclusiva da vítima; a revisão de culpa ou do quantum demandaria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7/STJ; assim, nega-se provimento ao agravo da seguradora e procede-se à majoração dos honorários sucumbenciais nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015.
- Parties
- Agravante/denunciada: MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A; Autoras/recorridas: viúva e quatro filhas da vítima (autoras); Ré/fornecedora De Serviço: concessionária/distribuidora de energia elétrica (ré)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 31 May 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Do STJ (negado Provimento)
- Outcome
- Negado provimento ao Agravo em Recurso Especial interposto por MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A.
- Legal Topics
- Responsabilidade Objetiva, Fortuito Interno, Dano Moral, Danos Materiais, Quantum Indenizatório, Súmula 7/stj, Honorários Sucumbenciais, Pensões, Despesas De Funeral, Denunciação Da Lide
Case Brief
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Parties
MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A
Agravante/denunciada
viúva e quatro filhas da vítima (autoras)
Autoras/recorridas
concessionária/distribuidora de energia elétrica (ré)
Ré/fornecedora De Serviço
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Do STJ (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Incidência da responsabilidade civil objetiva da concessionária/fornecedora de serviço
- 2 Possibilidade de exoneração por fortuito interno ou culpa exclusiva da vítima
- 3 Vedação ao reexame de matéria fático-probatória nos termos da Súmula 7/STJ
Ratio Decidendi
Mantém-se a decisão de origem porque os elementos probatórios demonstraram falta de segurança no sistema elétrico e o nexo causal entre o fato do serviço e a morte, configurando risco do empreendimento e responsabilidade objetiva da concessionária; a tentativa de furto constituiu fortuito interno inerente ao risco da atividade, não havendo prova de culpa exclusiva da vítima; a revisão de culpa ou do quantum demandaria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7/STJ; assim, nega-se provimento ao agravo da seguradora e procede-se à majoração dos honorários sucumbenciais nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015.
Court Disposition
Negado provimento ao Agravo em Recurso Especial interposto por MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A.
Orders
- Nega-se provimento ao agravo interposto pela recorrente MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A.
- Majora-se, em desfavor da parte recorrente, em 10% (dez por cento) o valor já arbitrado a título de honorários sucumbenciais, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, se aplicáveis, os limites dos §§ 2.º e 3.º do referido dispositivo e o art. 98, § 3.º do mesmo diploma.
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