REsp 2097257 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem fundamentou a manutenção do recorrente no polo passivo na aplicação da natureza propter rem das obrigações ambientais (Súmula 623/STJ), na jurisprudência que admite responsabilização do arrendatário pelos danos ocorridos na vigência do arrendamento e no Decreto nº 59.566/66; além disso, o Auto de Infração da ADEMA quantificou o dano (7 hectares) e os atos administrativos gozam de presunção de legitimidade não elidida pela alegação do recorrente, exigindo dilação probatória em sede de origem.
- Parties
- Recorrente: ALEXANDRE DA SILVA MARTINS; Autor (proponente Da Ação Civil Pública): Ministério Público Federal; Proprietário Do Imóvel Rural (indicado Como Atual Proprietário): Sergio Andrade Rosas; Órgão Autuador/relator De Fiscalização Ambiental: ADEMA/SE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 July 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial (decisão De Negar Provimento)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Responsabilidade Propter Rem, Ilegitimidade Passiva, Obrigação De Reparar Dano Ambiental, Presunção De Legitimidade Do Ato Administrativo, Solidariedade Entre Proprietário E Possuidor
Case Brief
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Parties
ALEXANDRE DA SILVA MARTINS
Recorrente
Ministério Público Federal
Autor (proponente Da Ação Civil Pública)
Sergio Andrade Rosas
Proprietário Do Imóvel Rural (indicado Como Atual Proprietário)
ADEMA/SE
Órgão Autuador/relator De Fiscalização Ambiental
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial (decisão De Negar Provimento)
Legal Issues
- 1 legitimidade passiva do arrendatário em ação civil pública por dano ambiental
- 2 aplicabilidade da natureza propter rem das obrigações ambientais (Súmula 623)
- 3 presunção de legitimidade dos atos administrativos e necessidade de prova em contrário
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem fundamentou a manutenção do recorrente no polo passivo na aplicação da natureza propter rem das obrigações ambientais (Súmula 623/STJ), na jurisprudência que admite responsabilização do arrendatário pelos danos ocorridos na vigência do arrendamento e no Decreto nº 59.566/66; além disso, o Auto de Infração da ADEMA quantificou o dano (7 hectares) e os atos administrativos gozam de presunção de legitimidade não elidida pela alegação do recorrente, exigindo dilação probatória em sede de origem.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Nego provimento ao recurso especial.
- Publique-se.
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